Ainda sobre o texto de ontem...
Assisti num guia de estudantes abril uma estrevista com o já falecido escritor Amós Oz, não conheço sua obra, nem conhecia sua figura, mas a entrevista é muito boa, ele enaltece a curiosidade e o bom humor como fontes de paz.
Estava pensando em ainda escrever sobre esta micro guerra, em função da série de Tv e na minha TV passava um programa sobre a obra Guernica e a tensão e crise na Espanha de Picasso, depois de Goya, na verdade Goya bem antes e entendi,com a luzinha que achei que faltava na série... Esta é uma guerra milenar e igual a todas as outras, só é contemporânea e nos deixa atentos pois está acontecendo. E quando o escritor diz temo as palavras 'por toda eternidade', sempre, nunca... Eu também, acho que não existem, nem deveriam existir ideias absolutas, elas são mutantes, mesmo que retornem elas passam. Tudo passa, para mim a Pandemia já passou, mas para outros ainda não, posso ainda ser atropelada por ela, e outros viverem em falsos cárceres, com medo de algo que já deixou de existir.
Para mim esquerda e direita são coisas chatas e ultrapassadas e para outros são a grande verdade ainda.É preciso coexistir com as diversas pessoas e seus pensares.
Para mim isso é natural, sou de lua, hora uma coisa, hora outra, Amós o mágico de Oz de nosso tempo foi um profeta? Sua mágica escrita pode ter deixado uma luz para as gerações futuras que construirão tempos de paz e harmonia para esta longuínqua terra?
Parece que na Espanha os diferentes povos cohabitam e se implicam até hoje, mas não guerreiam, teve um reino que se insurgiu a pouco, até seu lider foi exilado, mas minha memória anda se livrando de algumas coisas, é muita informação então algumas perco.Bascos? Não recordo qual região foi.
Penso que aqui no Brasil há uma, colocaria eterna, mas vou usar constante geração de crises financeiras, políticas ou ideológicas que é chata e artificial, talvez lá também haja isso, fábricas de crises e notícias bombásticas.
Eu sou o tipo curioso que pensa em tudo, alguns diriam obsessivo compulsivo, mas todo escritor é assim, sou plural, também outros escritores são.Exponho minhas minhocas, lê quem quer. Reaje quem quer.
Amós, para nós um nome estranho, parece que significa Nascido, Nascido pela Graça de Deus, ou aquele que leva o fardo, o fardo do mundo é pessado, ele parece que levou com leveza.Nasceu luz, não lobo, viu, foi fácil achar uma razão para as coisas serem como são , cada ser tem sua essência e todos são importantes... Lembrei de Jasper, nunca entendi direito metafísica, para mim Tabacaria é a melhor explicação para isso...
Minha alma é pequena religião, filosofia, política, medicina são a mesma coisa, uma "fauda"...
Minha essência é a especulação, a curiosidade e a divagação e tem horas que só abro a embalagem e engulo a vida sem ciência alguma, como os loucos e poetas.Que vamos combinar que poeta é mais bonito que louco. "pois louco é quem me diz que não é feliz"...
Porque uma pessoa comum do meio da selva urbana sul americana tem que ocupar a mente com a questão da PalestinaxIsrael? É o ócio diriam os poetas.
Talvez eu leia alguma coisa desde novo amigo escritor... Minha falta de criatividade um pouco é preguiça de entrar em algo novo... Como um velho personagem de Todos os Homens são Mortais, eu precisava de algo para sair da estagnação... Mas é cansativo, tudo de novo. A mortalidade é uma maravilha da natureza, agora parece que farão uma vacina antivelhice, coisa doida... Velhice não é doença para ter vacina.A imortalidade da alma já é um grande problema imaginem da alma e do corpo... Que Merda vai dar.Talvez já tenham passaporte para outros planetas, esse aqui não vai aguentar, acho.
Fernanda Blaya Figueiró
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