Interminável Pandemia.
Estes são tempos sem esperança, um vírus se tornou a única coisa em que se fala, é um horror.
horrível
Ter como único assunto o assutar as gentes com a morte pestilenta causada por um vírus.
Isso não é um poema é uma prosa cansada, sempre houveram vírus tinhosos que de tempos em tempos assombram a natureza humana.
Só se fala nisso e ninguém mais presta atenção... Não tem material para escrita, só vírus e péssima política, outra coisa que se tornou virulenta, ou violenta... Ou sempre é isso, essa cansativa chatice.
Tirando o vírus, e seus desdrobamentos não há assunto, então não há sobre o que escrever ou há?
Tem a caçada ao Lázaro, o lazarento que mata sem dó nem piedade e é procurado há muitos dias pela polícia, se esconde e vive em cavernas, rouba, assusta, mata.16 dias e nada deste capeta ser preso, como pode se esconder por tanto tempo?O Brasil sofre muito nessa pandemia pela má qualidade da informação, sofre talvez mais do que em outros lugares ou o vírus Covid é alardiado assim em outros lugares? Aqui parece que o IBOPE que a pestilência dá faz com que a imprensa se agarre a ele, estão dependentes da Pandemia, da máscara, da dor e morte.
Sem vírose ficariam vazios?
O vazio, o verdadeiro é muito bom, é libertador, acho que somos viciados em assuntar... Então e isso, que texto inútil...
Por sorte o sol brilha e renova as esperanças, neste mundo caótico, onde o hospital virou rotina, a morte contagem diária. Suspeito um pouco dos dados, ou talvez suspeite de todos os dados não só aqui, mas em toda parte sobre essa peste.
Vamos criar coisas novas para preencher a necessidade de notícias dessa mídia 24h no ar praguejando e cuspindo professias catrastróficas no povo.
Então segundo Nostradamus em breve o mundo termina.
Nada pode ser mais útil nessa inutilidade do que uma previsão apocalíptica, e neste aspecto nossos ancestrais eram admiráveis, sem nada para falar eles criavam um finzinho de mundo para ocupar a cena e manter o circo pegando fogo.
Não sei porque comprei um livro de poesias de MaiaKóvski, talvez porque tivesse pouca oferta, ou por sei lá que razão, talvez sem razão, mais provável. Uma vez já havia comprado um livro seu e me desfiz, é muito irritante ler o comunismo ingênuo de sua poesia e ver o que virou essa ideologia. Um poeta traído, ou traidor? Um poeta desesperado ou suicidado?
Talvez tenha sido por isso: "(Eu mesmo)... Sem ideologia, sem disfarce... Como Fernando Pessoa... Eu, eu mesmo...
Eu, eu mesma Fernanda ando repensando esse eu poético, há quem me tome por idiota e isso cansa, não retruco, só rio..
Tem uma linda foto do poeta em 1918... pose de foto... aos 24 anos... faltavam 50 anos para eu nascer...
Vou ler sua autobiografia se achar bom... Eu não tenho autobiografia, só uma sucessão de emanação de vida, minha escrita que horas é prosa, hora é verso... não é literatura, nem não literatura é essência e essa é a coisa importante do livro O essencial, para mim hoje...
Essa fala toda chata da pandemia nos deixou no silêncio e nele é complicado, sem as ladainhas... então já valeu meu investimento... Vou escrever baboseira de novo, essa é minha essência.
Fernanda Blaya Figueiró
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