The Butterfly's Dream




The Butterfly's Dream.

Adorei este filme, é emocionante:"Este filme é dedicado a todos os poetas perdidos." Fantástico! Perdidos, não esquecidos, um poeta é poeta em tempo integral, seu viver incômodo aos outros é poético minuto a minuto, ser hora triste, hora alegre, hora emocionante, hora medíocre, é assim. O que fica de cada um é pura invensão, nada na poesia é verdade, somos ilusionistas em tempo integral. A sociedade quer pessoas perfeitas e nela os diferentes não tem lugar, então criam. Todo poeta é uma criação de si mesmo, o ditado popular do poema no filme lembra o início do livro Metamorfose, talvez tenham a mesma origem, algum conto,poema  ou ensinamento antigo, muito bonito. Nenhum poema ou poeta é perdido, ou esquecido, os publicados e os não publicados cumprem sua função de ver, ler e escrever a vida de um modo lúdico, e o mundo mesmo que negue precisa de ludicidade, de devaneio, de sonhos. Mesmo que a ciência queira evidências e provas, a metafísica e a criação existem para dourar a pílula. 22 anos, 26 anos, 63 anos? Ser publicado, não ser? Ser lembrado, não ser? Tuberculose, Coronavirus? Se fumava, comia, bebia ou não, será que é o que importa? Ou é essa possibilidade de contar a vida de outro ponto de vista, que não o oficial, racional e 'normal'... 
Todos os poemas, bons ou ruins tem seu sentido e seu tempo, seu valor, sua existência, como o sovar da massa faz o bom pão.Alimento para a alma. 

Fernanda Blaya Figueiró.


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