Estava procura deste velho continho, por sorte encontrei, posto aqui para não perder novamente...
Laksha e sua flor
Há muitos e muitos anos atrás, num lindo e distante lugar vivia uma princesa chamada Laksha, ela era muito amada. No seu primeiro aniversário ganhou de seu pai o Maharaja Mohandas uma linda cor de rosa flor, de magnitude indescritível; quando a flor feneceu Maharani Madhavi, sua mãe, colocou-a no centro de uma linda pashmina e revestiu toda com pêlos de cabra. A peça, única no mundo, acompanhou a menina por toda a vida. Essa antiga história pertence ao mágico mundo dos contos inventados, nunca se sabe bem se existiram mesmo e são soprados nos ouvidos das escritoras e escritores, ou se são de fato inventados. Pois, veja bem, nunca estive nas terras do Maharaja Mohandas , nem conhecia a sua linda família, muito menos posso dizer que a história é verdadeira. O tempo passou, passou e passou. Hoje não há mais pequenos principados, só grandes nações. Laksha é só memória, os principados lembranças e os Maharajas tornaram-se pequenos bonecos vendidos aos turistas do mundo todo. O Mundo mudou e não mudou. Os povos se entrelaçaram e trilham diversas paisagens, histórias. Hábitos e costumes dos tempos antigos são encontrados em todas as costas de todos os oceanos, das mais longínquas florestas e desertos aos pontos mais povoados das grandes cidades, olhos amendoados e escuros cruzam com olhos azuis, amarelos, negros ou dourados. Traços ocidentais, orientais, de todos os povos e etnias transitam em embarcações, das mais modernas as mais antigas. Tudo mudou, sem mudar. Num destes andares pelo mundo um velho arqueólogo, que escavava um novo sítio descoberto pelo vento, uma pashimina encontrou. Oh!! Vocês já devem saber de que mágico objeto estamos a tratar: a cor de rosa flor no centro bordada, o coração do homem fez disparar. Quem teria o objeto bordado? Quem seria o dono de tão belo castelo e a quem pertenceria a antiga memória? Entre camelos, pás e sacolas o homem sentou com a peça deslumbrante entre as mãos. Não compreendia a luz que ela emanava. Não conseguia descrever a vibração que havia no ar. O povo local olhava para tudo com profunda admiração. Houve nesta terra um tempo de paz e amor, de fartura e beleza, de luxo e riqueza. Tudo isso a pachachim contava. Nas montanhas o sol deitava e o verão parecia estar acabando, o que fazer de tão bela descoberta? O tempo passou, passou e passou. Hoje Laksha e sua flor ao mundo contam uma bela história de amor. Da princesa o destino ninguém conhece, nem o porque do castelo a areia ter encoberto. Mas uma coisa todo mundo sabe: sempre existiu amor no mundo. As histórias começam e um dia terminam. Se você por este mundo estiver passando e uma flor de alguém receber lembre-se de Laksha, de seu castelo e de quanto foi amada. Se a areia seu mundo está a soterrar lembre-se do velho arqueólogo e para ele deixe uma bela peça. Deixe para o futuro um sinal de que na terra, neste tempo o amor brotou.
05/09/2014
Laksha e sua flor
Há muitos e muitos anos atrás, num lindo e distante lugar vivia uma princesa chamada Laksha, ela era muito amada. No seu primeiro aniversário ganhou de seu pai o Maharaja Mohandas uma linda cor de rosa flor, de magnitude indescritível; quando a flor feneceu Maharani Madhavi, sua mãe, colocou-a no centro de uma linda pashmina e revestiu toda com pêlos de cabra. A peça, única no mundo, acompanhou a menina por toda a vida. Essa antiga história pertence ao mágico mundo dos contos inventados, nunca se sabe bem se existiram mesmo e são soprados nos ouvidos das escritoras e escritores, ou se são de fato inventados. Pois, veja bem, nunca estive nas terras do Maharaja Mohandas , nem conhecia a sua linda família, muito menos posso dizer que a história é verdadeira. O tempo passou, passou e passou. Hoje não há mais pequenos principados, só grandes nações. Laksha é só memória, os principados lembranças e os Maharajas tornaram-se pequenos bonecos vendidos aos turistas do mundo todo. O Mundo mudou e não mudou. Os povos se entrelaçaram e trilham diversas paisagens, histórias. Hábitos e costumes dos tempos antigos são encontrados em todas as costas de todos os oceanos, das mais longínquas florestas e desertos aos pontos mais povoados das grandes cidades, olhos amendoados e escuros cruzam com olhos azuis, amarelos, negros ou dourados. Traços ocidentais, orientais, de todos os povos e etnias transitam em embarcações, das mais modernas as mais antigas. Tudo mudou, sem mudar. Num destes andares pelo mundo um velho arqueólogo, que escavava um novo sítio descoberto pelo vento, uma pashimina encontrou. Oh!! Vocês já devem saber de que mágico objeto estamos a tratar: a cor de rosa flor no centro bordada, o coração do homem fez disparar. Quem teria o objeto bordado? Quem seria o dono de tão belo castelo e a quem pertenceria a antiga memória? Entre camelos, pás e sacolas o homem sentou com a peça deslumbrante entre as mãos. Não compreendia a luz que ela emanava. Não conseguia descrever a vibração que havia no ar. O povo local olhava para tudo com profunda admiração. Houve nesta terra um tempo de paz e amor, de fartura e beleza, de luxo e riqueza. Tudo isso a pachachim contava. Nas montanhas o sol deitava e o verão parecia estar acabando, o que fazer de tão bela descoberta? O tempo passou, passou e passou. Hoje Laksha e sua flor ao mundo contam uma bela história de amor. Da princesa o destino ninguém conhece, nem o porque do castelo a areia ter encoberto. Mas uma coisa todo mundo sabe: sempre existiu amor no mundo. As histórias começam e um dia terminam. Se você por este mundo estiver passando e uma flor de alguém receber lembre-se de Laksha, de seu castelo e de quanto foi amada. Se a areia seu mundo está a soterrar lembre-se do velho arqueólogo e para ele deixe uma bela peça. Deixe para o futuro um sinal de que na terra, neste tempo o amor brotou.
05/09/2014
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