crônica Poderio bélico nuclear...

Poderio bélico nuclear...
O mundo está se armando cada vez mais? Tenho algumas dúvidas sobre esse assunto, primeiro se armas nucleares tem prazo de validade? Será que elas se mantém seguras com o tempo ou sofrem desgastes, corrosão, possibilidade de vazamento, etc... Produzir mais armas só para amedrontar outras nações não acaba amedrontando o próprio povo? É seguro ter armamentos pesados em grande quantidade, não há o perigo de explosão por alguma catástrofe natural?
Por sorte o Brasil é um país livre de armas nucleares, nosso problema aqui são armas pesadas na mão de traficantes e milicianos, usadas  na venda de drogas, contrabando e toda a forma de atos ilícitos, são parte de uma guerrilha urbana por disputa de territórios marginais.
Acredito que as armas nucleares mantiveram por muito tempo um tipo de paz, com gosto amargo, pois as Nações pensam duas vezes  antes de entrarem em guerra e evitam alguns conflitos. 72 anos sem um novo ataque podem ter apagado na memória dos povos o sofrimento hediondo que foram as explosões. A configuração atual é muito preocupante, porque há uma onda de migrações motivadas principalmente por fome e miséria, que não precisariam existir, já que o Mundo produz alimentos como nunca, há comida para todos, só não há a distribuição dessa energia. Armas nas mãos de grupos fundamentalistas religiosos ou ideológicos são um dos problemas mais graves da atualidade e principalmente o comércio de drogas que movimenta fortunas ilegais. A aproximação, no mundo inteiro, entre os governos oficiais e o poder paralelo é alarmante, será que sempre foi assim? Há organizações criminosas com estilo da "Máfia" no Mundo inteiro, essas organizações se infiltram na política, nas instituições e fundem o dinheiro de origem lícita ao de origem ilícita, o sistema terá que se adaptar para absorver essa energia e transformar em impostos, infra estrutura, serviços sociais... No Brasil as Mega Metrópoles se tornaram terreno fértil para o desregramento e a dificuldade de ação e ocupação de todos os espaços, há em meio ao caldeirão urbano territórios marginais ocupados pela força das armas.  É preciso entender e modificar essa realidade com a participação das comunidades, a transformação tem que ser interna e externa ao mesmo tempo.
A globalização tem um lado muito bom que é a facilidade de comercializar bens e serviços, a propagação de tecnologia e acesso ao saber, pela rede, algo que é positivo, mas que também cria uma ilusão de que o mundo está aberto a receber as populações migrantes, o que não é bem verdade. Todo mundo quer viver bem, ter emprego, renda, segurança, só que isso está faltando em vários lugares,  colocando multidões em movimento. Neste caso armas nucleares não servem para nada, não tem como intimidar a população civil com o risco de um bombardeio nuclear, não tem como coibir a migração com terror armamentista.
Os EUA perderam a posição de Imperialistas para a China? Quantas armas nucleares essas duas potências tem? Eles hoje agem em parceria, mas se agravarem as hostilidades podem, um dia, se enfrentar? São questões muito complexas, que ocupam o imaginário de todo mundo,  por menor que venha a ser  uma explosão nuclear atingiria todo o Planeta. Teria reflexos danosos na natureza, na qualidade da vida e pode até chegar a uma extinção em massa de parte da biodiversidade.
Talvez investir em armamento nuclear posso ser entendido como manter esse arsenal bélico seguro e em boas condições. Acho que a guerra vai mudar nesse nosso milênio, será urbana, virtual, dissimulada. Caso aconteça um grande conflito será Global não mais Mundial, será entre grupos específicos mais  do que entre Nações acredito.
Esses são apenas alguns questionamentos que as notícias sobre o mundo suscitam...
Fernanda Blaya Figueiró 

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