Poema: Fomos Vencidos.

Fomos vencidos

Pela corrupção
Pelas falsas ideologias escravizantes do nosso passado
Acabou a guerra

Aos vencedores os louros da vitória
Ao vencidos o preço a pagar

Somos um país sem candidatos,
Candidato a perpetuar os mesmos erros.
Bom ter esse lampejo de luz, assim sabemos como andar
Os falsos ídolos vão cair sem a manutenção de suas carcaças , acabou a propina, foi toda usada.
Vão cair sozinhos.

O povo brasileiro vai ainda carregar pesadas
Correntes nas estradas não construídas
Até pagar a conta

Mas, é a vida, é bonita e é bonita
Hoje haverá uma chuva de meteoritos
Quem sabe voltamos a mirar as estrelas
Enquanto nossos sonhos esfriam
Um glacial vento polar varreu o dia e
O frio é daqueles que dói nos ossos. Frio de fim de linha. Amanhã o sol arde e sonhos novos brotam como sementes, que estes já estavam passados... Amanhã eu falo de amor novo, de novo, de esperanças, de alegrias. Sabe que esse entendimento é repleto de uma paz doída, uma daquelas que ilumina a mente. Fomos vencidos pelo cansaço e alguns de nós vão seguir em frente, outros vão cair em profundo sono, sono de ponto final. Sou raiz, estou entranhada no fundo da terra e lá adormeço. Sou tronco e nesse frio descanso. Sou flor, fruta e semente, tudo em breve renova. Sou seiva, água, nutriente.Tem quem goste e quem não goste dessas palavras todas... É a vida, é a morte!! Sou a Vida, sou a Morte!!

Fernanda Blaya Figueiró

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