Temer ficou.
A Câmara dos Deputados não autorizou a investigação contra Temer, foram longas horas de discursos, teve alguns empurra-empurra, mas foi mais tranquilo. Temer não sofrerá Impeachment, não houve protesto nenhum, não houve mobilização, a população está aliviada por que a economia começa a melhorar, está havendo um consenso de que as reformas são necessárias e o povo espera que com elas o Brasil cresça e gere renda e emprego. Passou essa chatice e agora é focar em 2018, que a PGR, o Supremo, o Legislativo e o Executivo ouçam o pesadíssimo silêncio das ruas, parem de brigar entre si e cada um aja com responsabilidade, não é hora de cantar vantagem, de provocar ira. Acredito que a manobra totalitarista de Maduro na Venezuela assustou a população brasileira, porque não queremos aqui a miséria e a desestruturação que está acontecendo lá.
Chega de papo furado vamos achar outras coisas para fazer e pensar, me preocupa a Ditadura Maduro porque o narcotráfico pode se fortalecer mais ainda na América Latina, isso pode levar a uma onda ainda maior de violência urbana, se a Venezuela permitir a comercialização de drogas e a instalação de milícias em seu território. Aqui no Rio Grande do Sul parece que a guerra entre quadrilhas acalmou, morreu muita gente, com requintes de crueldade, tortura e decapitações, foi muito ruim, um período difícil mas que parece ter passado, houve ainda algumas mortes em zonas de conflito, mas os assaltos parecem sob controle, muito pela ação dos governos Estadual e Federal, num novo plano de enfrentamento da violência. No Rio de Janeiro a repressão ao crime pode reduzir o espaço para que as facções ajam, talvez parte desses criminosos mudem novamente levando consigo seus crimes para outros estados, é hora de ter uma ação mais forte nas fronteiras e no interior também, porque a população precisa se sentir amparada e segura.
O Brasil quer e vai conseguir sair da crise econômica, política e institucional. Acabou essa fase, vamos a continuação das reformas e a preparação de eleições de 2018 com seriedade e democracia.
Fernanda Blaya Figueiró
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