Poema Eu já nasci velha

Eu já nasci velha

Pessoas como eu que mergulham em si constantemente já nascem velhas e permanecem sempre jovens por dentro,a casquinha de que somos feitos vai mudando ao longo da vida
É preciso coragem para ser autêntica
Para romper alguns conceitos e outros não

Pessoas velhas assustam as outras porque
São diferentes

Neste mundo de muito tratamento de imagem,
De pouca coisa para fazer as opções do outro são
Mote, são assunto

O Brasil passa por uma longa ressaca moral,
Foram muitas brigas, muita informação medonha
Nossos ombros pesam a morte de muitas crianças inocentes
A mão de muitos gatilhos disparados com a intenção de matar
De socar o outro, amassar e dilapidar

Vivemos tempos comandados pela maldade em sua mais
Pura essência, em contra partida vivemos tempos de muita luz
De inovações que poderiam nos levar além

Além da miséria humana

Quem não tem a forma que a sociedade almeja vira motivo de
chacota, de escarnio... Mas não tem problema
Todo mundo que aceita ser diferente sabe colher as pedras e
Erguer um castelo

Falo com poetas mortos que os vivos são difíceis de entender.

Fernanda Blaya Figueiró



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