Os guardiões espirituais das cidades
Segunda feira fui ao centro de Viamão e quando voltava passei por seu Antônio, ele é um andarilho da cidade, passa o tempo todo caminhando com várias sacolas, cheias de papeizinhos, normalmente não para e nem fala com ninguém. Esse é um personagem que toda as cidades tem, os verdadeiros andarilhos, ele não mendiga, não usa drogas e vive no seu universo próprio, antigamente morava na calçada da Caixa Federal, ainda se comunicava mais e dizia: Seu Antônio mora na Caixa, e sobre seu papeizinhos que seriam os documentos do INPS, antigo INSS... Para minha surpresa ele me olho segunda e disse: Oi!Respondi com a mesma saudação e perguntei se ele precisava de ajuda, ele só pegou seus preciosos pertences e voltou a andar. Acho que hoje ele mora numa casa de assistência para idosos, é muito bem cuidado, sempre anda com crachá e parece bem alimentado. Diferente dos "Craqueleiros" que assustam por sua degradação física e pela violência que comente para conseguir pagar pelas drogas, seu Antônio é inofensivo e parte da cidade. As pessoas tem muito medo de perderem o controle sobre suas vidas, há uma cultura voltada ao "normal" a igualdade entre as pessoas que pode estar errada. Seu Antônio, imagino, um dia pode ter sido "um sujeito normal, fazendo tudo igual", pode ter tido laços familiares, uma história perdida na memória, mas hoje ele é um guardião espiritual da cidade que o acolheu. o conheço a mais de dez anos e pelo jeito ele me reconhece.
Segunda feira fui ao centro de Viamão e quando voltava passei por seu Antônio, ele é um andarilho da cidade, passa o tempo todo caminhando com várias sacolas, cheias de papeizinhos, normalmente não para e nem fala com ninguém. Esse é um personagem que toda as cidades tem, os verdadeiros andarilhos, ele não mendiga, não usa drogas e vive no seu universo próprio, antigamente morava na calçada da Caixa Federal, ainda se comunicava mais e dizia: Seu Antônio mora na Caixa, e sobre seu papeizinhos que seriam os documentos do INPS, antigo INSS... Para minha surpresa ele me olho segunda e disse: Oi!Respondi com a mesma saudação e perguntei se ele precisava de ajuda, ele só pegou seus preciosos pertences e voltou a andar. Acho que hoje ele mora numa casa de assistência para idosos, é muito bem cuidado, sempre anda com crachá e parece bem alimentado. Diferente dos "Craqueleiros" que assustam por sua degradação física e pela violência que comente para conseguir pagar pelas drogas, seu Antônio é inofensivo e parte da cidade. As pessoas tem muito medo de perderem o controle sobre suas vidas, há uma cultura voltada ao "normal" a igualdade entre as pessoas que pode estar errada. Seu Antônio, imagino, um dia pode ter sido "um sujeito normal, fazendo tudo igual", pode ter tido laços familiares, uma história perdida na memória, mas hoje ele é um guardião espiritual da cidade que o acolheu. o conheço a mais de dez anos e pelo jeito ele me reconhece.


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