Incoerência sobre venda ou criação de Estatais

Incoerência sobre venda ou criação de Estatais
Quando Tarso Genro quis criar a Empresa de Rodovias fez sem consulta pública e sem se preocupar em como o Estado do Rio Grande do Sul manteria as estradas, que estão em “petição de miséria” entregues ao descaso. Agora que há a possibilidade de venda de algumas estatais a “esquerda” quer Plebiscito? Seria só para atrasar a retomada do crescimento? Preocupa isso por que no Rio e em Minas houve muita corrupção, aqui o Estado foi levado a beira da falência, não há dinheiro para o pagamento da folha porque os reajustes foram dados sem preocupação com o futuro, sem responsabilidade e ninguém foi ainda responsabilizado por nada. As privatizações se forem acontecer tem que ser muito bem fiscalizada devido a casos assustadores em governos anteriores, no governo Rigotto, em que a CEEE teve desvios que nunca foram devidamente apurados. Antes de se preocupar com Plebiscito é preciso saber que tipo de acordo está sendo feito, porque muita da nossa Dívida Pública foi majorado por adiamento da dívida no governo Brito, então a coisa é muito grave o Estado está sofrendo com juros abusivos há muitos anos. Os políticos enquanto classe, estão mais sujos que “pau de galinheiro”, os ex-governadores levam vidas muito boas, tem aposentadorias polpudas, será que todos com dinheiro adquirido de forma lícita?
O funcionalismo está como o resto da população, sentindo os efeitos da crise financeira, da falta de pagamento em dia, queremos saber se isso é realmente necessário ou massa de manobra para que o Estado se desfaça de patrimônio, há lobby, propina, pixuleco, nisso? Queremos a retomada do crescimento com ações a favor da comunidade, que respeitem o contribuinte, o cidadão. Governo Federal e Estadual estão agindo a favor da comunidade ou de interesses particulares de empresas e políticos? A Lava Jato está mostrando cofres de ouro, jóias, contas no exterior, compra de minas de ouro, imóveis, empresas, tudo que é tipo de falcatrua com o dinheiro dos pobres, que seria para ter casa, comida, escola, segurança pública, remédios para todos os brasileiros.
Só quero a Privatização se for bem feita com transparência e comprovada melhoria para a população. Não quero daqui a alguns anos ter que correr atrás de provas, buscar um dinheiro perdido.
Presídios em decrepitude e obras paralisadas porque “não há empresas” interessadas, isso é corrupção. Amontoar pessoas em cadeia velhas e lotadas de forma desumana e ter uma infra-estrutura quase pronta apodrecendo porque? Quem deixou isso acontecer, foi essa “promiscuidade” entre público e privado que está contaminada pela corrupção e pela impunidade que permitiu que alguém construa um presídio no meio do nada, sem estradas e coloque uma fortuna para deteriorar sem nunca ter sido usada.Culpa da União, do Estado ou do Município, pouco importa o dinheiro é do povo. Isso tem que acabar. Não pode ficar o dito pelo não dito e as pessoas responsáveis pelo desperdício rindo, comendo e bebendo com dinheiro sujo, onde foi parar o dinheiro?
Público e Privado, no Brasil precisam ter regras claras, fiscalização e uso correto da energia do povo. Nosso Estado está sofrendo e os Três Poderes precisam ser e agir de foram correta. Plebiscito só para gerar dívida não serve, só para atrasar mudanças estruturais não serve. Nosso Estado tem condições de manter a infra-estrutura e a pesada folha sem a venda das estatais? A venda resolve quais problemas, o Governo Federal está tratando com respeito a população gaúcha ou está usando a crise para subjugar o Estado? E principalmente há qualquer indício de que alguém está usando a crise em proveito próprio para enriquecer ilicitamente, a base de propina e superfaturamento?
A Lava Jato está colocando corruptos atrás das grades, a hora é grave e as ações tem que ser nobres e não politiquice de quinta para encher os bolsos de corruptos,ou debate infrutífero para atrasar o governo atual ou criar discurso vazios.
Não sei se sou a favor ou contra um Plebiscito, mas sei que sou contra a corrupção.
Fernanda Blaya Figueiró

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