Uma voltinha na Lagoa dos Patos.

Uma voltinha na Lagoa dos Patos.

Ontem dei um passeio longo, fui a Rio Grande por São José do Norte e retornei por Pelotas, ou seja contornei a Lago dos Patos, um belíssimo passeio, mas preocupante, a Estrada do Inferno, como é conhecido um trecho entre Capiravi e Mostarda é quase intransitável, uma pena, porque ligaria Porto Alegre a Rio Grande como alternativa, mas a estrada estadual é um reflexo da má gestão em que se encontra há anos o Estado do Rio Grande do Sul. Reflexo da crise financeira em que o Estado foi sendo colocado, não há um só palmo de terra que não esteja cultivada, não há desperdício, muitas fábricas fechadas, muitos projetos empresariais abandonados ao longo desta voltinha na Lagoa, mas muita energia circulando também, carros novos, tratores, equipamentos agrícolas a todo vapor. Caminhões indo e vindo, a barca cheia, indicam que o Rio Grande do Sul está produzindo riqueza, como, eu pergunto, um estado tão rico vive uma crise financeira tão profunda? Crise que se faz visível nos cinturões de miséria que da mesma forma que a riqueza estão pela estrada inteira. O Brasil que nós queremos precisa encontrar a distribuição de renda através do emprego, moradias saudáveis conquistadas com financiamento e trabalho. As noticias de corrupção, do pacote anti corrupção, da delação da Odebrecht, estão nos deixando em estado de desânimo, cansaram. O povo quer ver os políticos corruptos punidos e principalmente o retorno do crescimento econômico, ter uma estrada na situação de decrepitude e um parque industrial minguado são coisas terríveis porque indicam que os políticos, ao longo de muitos anos se aproximaram do poder para enriquecerem a si mesmos e poder participar da gandaia com dinheiro público e quem está pagando é o povo. O Brasil precisa se reencontrar com a alegria de viver e com a esperança, o sonho de um dia ser um país melhor para todos. Apoio incondicionalmente tanto a PEC 241, que prevê o teto das despesas federais,  quanto a reforma aqui no Estado, mesmo que sacrifique o Zoo e o Jardim Botânico, que vão deixar de ser fundações e ninguém sabe no que se tornarão, mas são símbolos da derrota da administração pública que não soube preservar instituições importantes, não soube educar os jovens, punir os infratores e muito menos diminuir a diferença entre ricos e pobres, tendo no meio a imensa Classe Média Brasileira, alvo do ódio da esquerda retrógrada, que agora vê seus sonhos desfeitos como o asfalto da Estrada do Inferno, um descaso total com as vidas das pessoas que investiram naquela parte do Brasil, muita riqueza pode ter sido perdida nos buracos da estrada. Nosso Estado ainda é rico, só que algo se perdeu na administração dessa riqueza que foi drenada para bolsos de corruptos que só pensam em si e usaram a energia de todos para fazer suas falsas fortunas. Algo vai mudar e logo o Estado voltará a ser apenas um mediador e não um rolo compressor, uma bomba de sucção da energia de todos. Está tudo sendo feito par retomar o crescimento, espero que os políticos não atrapalhem mais e que a Justiça faça sua parte tapando os imensos buracos na estrada do crescimento que foram feitos por anos de corrupção sistemática.

Que 2016 termine logo, foi um ano difícil,  está quase chegando ao fim, leve consigo todas as energias destruidoras e deixe fluir a boa energia criadora.

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