Crime na Espanha.
O caso de um jovem brasileiro acusado de matar uma família na Espanha revela algo assombrador, parte da juventude brasileira não tem educação, civilidade. Hoje há uma notícia no jornal sobre um caso de quatro meninas, em Goias, que torturaram uma colega por ciúmes de um namoradinho, elas atraíram a menina, espancaram, esfaquearam e abriram uma cova, onde seria ocultado seu cadáver, ela escapou e conseguiu ajuda, caso contrário estaria morta. Casos de abusos, estupros, espancamentos são inúmeros, há vídeos, fotos e mensagens de exibicionismo de atos de barbárie. O perfil que a polícia espanhola traçou de um psicopata, egocêntrico e narcisista, pode ser aplicado a muitos jovens brasileiros, quase como uma epidemia social.Isso pode ser apenas falta de limites e educação, os jovens são criados no meio de muita violência, convivem com assaltos, assassinatos, abusos dentro das comunidades e ninguém consegue convencer eles de que isso é ilegal, imoral. Além disso, não há mais a crença em Deus, alguns jovens se acham eternos, intocáveis e donos dos outros, pensam que tem direito a tudo e poucos deveres, a lei dos Homens é frágil e a de Deus inexistente. Se há um comportamento “patológico” ele pode ser coletivo? Pode a deterioração social e a violência urbana de parte da nossa população ser falta de civilidade? Onde iremos parar? Na guerra de gangues aqui no Rio Grande do Sul, estamos enfrentando esta desvalorização da vida e banalização da violência, as “vítimas/algozes” dessa disputa pelo poder dos pontos de venda de drogas estão além de matando inúmeras pessoas, esquartejando, decapitando,torturando, deixando recadinhos debochando aos opositores. Balas perdidas tem matado cidadãos comuns que não são envolvidos com o mundo das drogas, além de que devem haver mais mortos do que os contabilizados já que há tiroteios pesados e não há “corpos”, “sem corpos sem crime”. Se esse jovem, que provavelmente matou na Espanha continuar solto vai voltar a matar. A família brasileira que foi tentar a sorte na Espanha levou junto seu algoz, isso é péssimo para outros brasileiros educados que podem “colher os frutos” dessa ação violenta: serem discriminados e sofrerem preconceito por sua origem. Mais do que apenas punir esse jovem é preciso entender o que nossa sociedade está vivendo. Muito do preconceito social e da discriminação é construído, ou seja, populações de países mais civilizados que já conseguiram “domar a fera humana” podem barrar a entrada dessa violência toda em seu território. Talvez essa família tenha buscado um sonho de segurança, estabilidade, possibilidade de prosperar, que tinham perdido aqui e junto levaram a morte. Essa juventude tem que entender que a Justiça Divina ainda existe, só foi deixada de lado e a Justiça dos Homens vai cair sobre seus ombros: vocês serão pegos. Seu falso poder não se sustenta! Cadeia ou cemitério são os dois únicos endereços que estes jovens estão encontrando, uma enorme força motriz sendo desperdiçada.
Fernanda Blaya Figueiró
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