O novo coronelismo.
A imprensa e a sociedade brasileira estão discutindo a mortandade na política. Celso Daniel, quem lembra? Se sua morte tivesse sido investigada a fundo talvez o PT não tivesse se tornado uma força política tão grande. Não há nada de novo, o Brasil é um país subdesenvolvido, que tem na política a figura do "coronelismo", alguns grupos armados que mandam nas comunidades.
A disseminação de "coroneizinhos de meia pataca" significa que o poder está sem uma grande força então está entregue a pequenas gangues, que querem colocar a mão na PETROBRAS, no BNDES, no BB, como fizeram os antecessores. Esses que estão tocando o pavor nas comunidades querem chegar ao topo. A sociedade não pode permitir, para evitar chegar ao ponto que a Europa viveu nas duas grande guerras, ou que Síria vive. A Europa resolveu seus problemas expulsando os agiotas e matando os pobres em uma guerra horrível, desumana e que assombra a humanidade até hoje. Temos que corrigir os rumos da economia pra evitar que a degradação social aumente. É possível, será feito, porque quem vive aqui quer a paz e o sossego. Não a paz e segurança absolutas, que isso não existe, não é da natureza humana ser pacífico o tempo todo,mas alguma margem de segurança a sociedade consegue produzir. No tempo da Ditadura Militar havia uma zona de pseudo segurança, agora na Ditadura Marginal também, quando acontecem execuções do crime e a imprensa tenta entrevistar vizinhos, eles respondem não podemos falar, para a polícia respondem: não sabemos de nada. Isso está também no nível maior, no caso da Odebrecht, ninguém fala nada, para amanhecer vivo, isso é o coronelismo.
Hoje termina a saga "saruê", uma representação da realidade, os saruês estão soltos por ai. Lembrem que esta novela perdeu dois atores, não um só, lembrem dos não protagonistas porque eles são tão importantes para contar a história quanto os galãs. Lembrem da morte de Celso Daniel e nos seus desdobramentos, 13 anos e meio de azar para o Brasil.
Hoje termina a saga "saruê", uma representação da realidade, os saruês estão soltos por ai. Lembrem que esta novela perdeu dois atores, não um só, lembrem dos não protagonistas porque eles são tão importantes para contar a história quanto os galãs. Lembrem da morte de Celso Daniel e nos seus desdobramentos, 13 anos e meio de azar para o Brasil.
Fernanda Blaya Figueiró
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