Um passeio pelo Paraíso Perdido
Ontem fui a exposição da obra do artista Francisco Brennand, maravilhosa! A exuberância das cores e a profundidade do questionamento são arrebatadores, não iria escrever nada porque se torna repetitivo, mas e daí? A exposição mostra um Brasil Belo, integrado as grandes questões da humanidade e retratado com força e luz, nesse momento em que outra arte, a da Política, está desestrutura e muito feia é bom poder passear pelo imaginário de um grande artista. Já havia assistido pela televisão um programa sobre sua obra, mas estar diante das peças é muito diferente. A serpente tentadora abre a exposição e leva ao mágico mundo do imaginário bíblico, revisita grandes figuras, poemas e lendas. Dá para sentir a vida brotando nas casquinhas quebradas dos ovos, que podem ser óvulos, sementes. O Ser Humano em sua grandeza imerso no Jardim do Éden, com toda a emoção da ingenuidade que seria perdida. Os reinos em perfeita harmonia com muita terra e cor, “do pó viestes e ao pó voltaras”, tornando as nossas mesquinhas ilusões de grandeza efêmeras, mas indagando e se isso tudo foi de fato feito só para nós? Só para que possamos experimentar a beleza da vida, a força da morte, a mão de Deus sobre nossas cabeças? Será Ele um ser ou uma parte de nosso imaginário? Tirando Deus que sentido terá tudo isso, essa constante indagação e angustiante busca pelo invisível, pelo desconhecido, pela fonte da vida? Quem puder ganhe alguns minutos, que a exposição é de poucas peças, mas expressa a grandeza do artista.
Fernanda Blaya Figueiró





















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