Crime ou não crime?

Crime ou não crime?

Não há crime ou há crime? Essa parece ser a tônica das discussões da Comissão de Impeachment. Essa tática de defesa lembra foi "bom negócio" ou "mal negócio", da CPI da Petrobras. Logo em seguida se descobriu que Pasadena foi uma grande maracutaia, os deputados que defendem o Impeachment precisam encontrar o furo, a maracutaia, vamos buscar a verdade a fundo. Nem que tenha que implodir (simbolicamente) Brasília. Ouvindo o governo parece que está tudo bem, que nada aconteceu, o governo é especialista em maquiar a verdade, dá embrulho no estômago ver estas reuniões. O governo vem tentando escapar de ser punido pelo maior escândalo de corrupção da atualidade. O governo mentiu, iludiu o eleitor, usou dinheiro sujo na campanha e continua fazendo o mesmo. Ouvindo o Ministro Nelson Barbosa falar, me remeteu a fala de Nestor Cerveró, não dá para confiar no que dizem. Ouvir o advogado falando me lembrou a reunião que foi gravada que levou Delcídio Amaral a ser preso. Lembra os áudios de Dona Marisa mandando o povo “enfiar as panelas no...” Quantos brasileiros perderam seus empregos, quantas empresas faliram devido a má gestão do Brasil, quantas crianças nasceram doentes por causa do descaso com a epidemia de Zica, por que o governo usou o dinheiro para fazer caixa dois de campanha. Como justificar que a Suíça bloqueou uma fortuna de dinheiro brasileiro que foi evadido nas barbas do governo,isso se não foi por iniciativa do governo. Em “rotas de fuga”, em “compra de votos” porque o governo, se não me falha a memória, negociou, no fim do ano, votos para ter as mudanças que iriam “evitar o crime de responsabilidade”. Vamos pegar uma pinça e encontrar o crime porque com uma pinçada vem todo o resto. Agora, neste momento, o governo deve estar tecendo “alianças suspeitas”, então vamos até o fim. Se Dilma-Lula vai cair é outra coisa, mas o Brasil tem direito a ver os governistas tentando fazer o mesmo que fizeram nas CPI s. Talvez o país precise mesmo de algo novo, algo que a Constituição deixou escapar, algo que possa modificar a forma como o país funciona. Quem sabe uma “monarquia” ,um “parlamentarismo”, uma “ruptura da Federação” algo que não faça o povo passar por todos os perrengues que passa, que retorne a segurança, a paz o sossego, a educação de qualidade. Igualdade real entre as pessoas, que a lei seja a mesma para todos, ou o governo pode burlar a lei??


Fernanda Blaya Figueiró 

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