Dívida com a União:
vamos ver a força do Senado.
Segundo a imprensa os
três Senadores gaúchos assinaram uma PEC que propõe a mudança no
cálculo dos índices de correção da dívida do Estado do Rio
Grande do Sul com a União, a dívida estaria paga se o índice não
fosse abusivo. Tomara que o Senado se mexa e termine logo com essa
pendenga que pôs o nosso estado em situação de calamidade pública.
Precisa de pressão e essa pressão tem que partir de toda a
população apoiando os servidores e o governo para que logo se
corrija a situação financeira da população, porque há um efeito
cascata na economia pelo não pagamento dos salários em dia. R$
600,00 cada servidor receberá na segunda feira, uma parcela muito
pequena de seus salários e menor do que um salário mínimo. Os
servidores estão pagando juros e multas pelo atraso de suas contas,
consomem menos, não fazem uso de serviços e a economia como um todo
vai travando, vão fazer greve e os serviços param. A quem isso pode
interessar? A ninguém. Já se ou quando a dívida for renegociada é
preciso atenção para que os mecanismos que levaram o estado a
entrar nesse buraco não se repitam, e teoricamente há uma estrutura
toda montada para evitar isso controladorias, fiscalizações,
tribunais,etc... Esses agentes falharam tando quanto o executivo e o
legislativo. Agora imaginem o sufoco pelo qual as famílias estão
passando sem saber como irão pagar as suas contas, recorrendo a
empréstimos, a redução drástica de consumo e imaginando que podem
vir a perder tudo o que tem. Você não estaria desesperado e
indignado? Enquanto isso as CPI da Petrobras,a operação lava Jato,
as outras que virão mostram que o dinheiro do povo foi saqueado, por
má política,por maus empresários e servidores e uma justiça no
mínimo omissa que não conteve a roubalheira. Pelo que entendi o
Brasil está explorando Estados e Municípios cobrando
juros praticados pelo mercado financeiro privado, está sendo um
agiota da própria população. Então vamos pressionar para que o
Senado coloque logo esta PEC em votação e decida o futuro de
milhares de famílias gaúchas, e de outros estados e municípios
que logo irão também cair no buraco. E quando tudo for para o lugar
vamos ficar de olho para que a má política não deturpe tudo de
novo. Precisamos de municípios e estados fortes para ter um país
confiável. Precisamos de saúde, educação, segurança verdadeiras
para ter um agronegócio, comércio e indústria gerando renda e
emprego. É preciso tornar viável o investimento no Estado, para que
o capital vindo da iniciativa privada possa sustentar a máquina
pública e essa volte a ser eficiente. Os municípios deveriam atrair
empresas, mas como muitas vezes os políticos só estão no poder
para conseguir propina e para usar o dinheiro público em obras
inúteis e superfaturadas, visando acender as altas esferas de poder
via campanhas políticas fantasiosas e milionárias, acabam não se
preocupando com as empresas honestas, só com as falcatruas, isso
acontece também no Estado e na União. Isso tem que acabar, porque o
país não suporta mais. E não falem em aumento de impostos, não há
espaço no orçamento de ninguém para isso.
Fernanda Blaya Figueiró
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