O fim da picada

O fim da picada

O escândalo da FIFA está sendo maravilhoso para o Brasil, as farsas estão sendo desmascaradas. A corrupção está em todos os órgão do país, como uma infecção generalizada causada por uma super bactéria, nossos agentes públicos não lavaram as mãos, não cuidaram do asseio ao entrar nas instituições, não bateram as sandálias, levaram junto as enfermidades das ruas. Estamos doentes. Pensar que na fé das pessoas, na aposta e na angústia de cada partida havia um outro jogo, fora das linhas, manipulando o mundo para gerar dinheiro sujo. Armas, drogas, sexo, esportes, beleza, literatura, música, fotografias tudo me parece cheio das bactérias da lavagem de dinheiro, da sonegação de impostos. Sonegação que gera está imensa distância entre os seres. Leis sem efeito estão tomadas de pus, de morte, de putrefação, de dor. Cadeias abarrotadas de gente consumida pelo processador do dinheiro sujo, roubado, mal havido. Então quem sabe não é a hora de mudar, encontrar uma forma mais limpa de ser em comunidade, como seria? Riqueza gera riqueza, miséria gera miséria, sem o protagonismo destes dois agentes sociais nada pode acontecer. Como o rico pode gerar riqueza para o todo e não só para si, e como o pobre pode sair do ciclo de miséria? Como ter leis que possam ser de fato cumpridas? Como ter ação eficiente na roda da vida, da economia? Falhamos. Nós seres humanos falhamos em educação, em saúde, em prosperidade, em geração de riqueza, em superação da miséria, em esporte, em arte, em cultura, em política. Vamos reagir, precisamos reagir. Sabemos que aqui no Brasil a Alemanha ganhou por apresentar bom futebol, sabemos que deve haver um rio de conchavos, de arbitragem “suspeita”, de “tapetão”, de má ação de algumas pessoas, até de amedrontamento, intimidação. Que a crise sirva para eliminar o que está ruim e tratar a parte sã do organismo, o povo precisa de honestidade e de fé na humanidade. No fim da picada é onde se iniciam as novas estradas.

Fernanda Blaya Figueiró

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