Campanha presidencial:
“tempo de escutar”
O Brasil está se
recurando do grande gasto de energia que foi dispendido para a
realização da Copa do Mundo, aos poucos a economia dá sinais de
recuperação e um alívio. Parece que as pessoas voltaram a consumir
e a movimentar a economia. Esta semana mais de uma pessoa me
perguntou se eu iria escrever sobre as eleições ou me envolver nas
discussões, acho que esse é o tempo de ouvir as propostas dos
candidatos, na minha opinião o acidente que vitimou Eduardo Campos
vai mudar pouco o cenário da disputa, apesar de ter “jogado um
balde de água fria” nos debates. As pessoas ficaram muito
comovidas e em “estado de choque”. O povo brasileiro, ou grande
parte do povo, é muito sensível e solidário quando acontecem
tragédias como por exemplo o incêndio da boate Kiss, o acidente com
o grupo Mamonas Assassinas... Isso logo deve ser superado e os
debates políticos voltarão ao centro das atenções, até agora
acho que a campanha está num nível muito bom, sem “baixarias”,
há uma menor poluição visual, há menos cartazes, banners,
campanha por e-mail, propaganda e correspondência impressa. Parece
mais limpa a campanha em termos de não estar “massacrando” o
eleitor. Não vou abrir voto ou apoiar um ou outro partido ou
candidato, já tenho a minha escolha. E acredito que a maioria da
população está mais consciente de suas opções, posso estar
enganada, mas as pessoas parece que sabem o que querem. Notícias
novas vão haver muitas, já que um novo candidato deverá
substituir Eduardo Campos. Pretendo estar atenta as propostas, até
para aprender mais, é fácil tecer inúmeras críticas e comentários
e até elogios, mas é preciso ir conhecendo cada vez mais o universo
da política e como ele funciona para acompanhar as mudanças que
acontecem. A politica modifica a vida de todas as pessoas, modifica a
forma de ação e interação com o meio, a forma como nos enxergamos
e como entendemos nossa sociedade. Acredito que estamos num período
de mudanças, não só no Brasil, no mundo todo. Talvez algumas
dessas transformações só sejam explicadas no futuro. Acho que o
mundo ficará melhor em alguns aspectos e pior em outros, como sempre
aconteceu nas grandes mudanças pelas quais a humanidade passou.
Fernanda Blaya Figueiró
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