Empobrecedora ideologia

Empobrecedora ideologia

Ontem escrevi que uma parte do pensamento universitário brasileiro parece ter parado no tempo, e reafirmo. Há um discurso que parece permear algumas instituições de que um dia “as favelas se levantarão”, ou que “o morro vai descer para o asfalto” então a classe proletária irá se vingar da “burguesia”, dos reacionários. Poupem-me! Isso só leva a uma visão distorcida do mundo, esse discurso é dos anos sessenta, quando o Brasil vivia a ditadura. Há alguns anos fui contar histórias na comunidade “Castelinho”, aqui em Viamão, uma invasão de um loteamento de uma empreiteira que havia falido. Uma manhã fui até lá e havia a possibilidade de reintegração de posse, um carro de som andava pelas ruas da comunidade convocando todos para uma reunião e imprimindo um discurso de fim de mundo, de que todos iriam ser despejados e jogados no olha da rua e mais um monte da ameaças, as crianças da comunidade estavam em verdadeiro pânico, como se fossem participar de uma guerra. Logo o assunto foi resolvido com um esforço da Liderança Comunitária, da Prefeitura e do Ministério das Cidades, mas aquele discurso raivoso ficou na minha lembrança e fiquei imaginando como não deve ter afetado as crianças. É leviandade provocar o ódio entre as classes sociais, ainda mais que a população de baixa renda está conseguindo uma maior capacidade de consumo e a miséria vem sendo combatida. Falar em “levante de favelas” como se fossem “levantes de comunas” é brincar com a realidade. Vamos supor que isso aconteça e depois? As maiores economias do mundo são “capitalistas”, como “os insurgentes” gerariam riqueza? Acho esse discurso um erro e como vivemos em uma democracia posso expressar meu pensamento, assim como essas pessoas podem continuar com seu discurso de quebra-quebra, de colocar uma parte da população contra a outra. As favelas estão mudando por dentro, estão se tornando bons lugares para viver. O Brasil está crescendo menos do que antes, muito devido a já ter atingido um bom patamar de crescimento. É preciso fortalecer a economia e superar o discurso do pessimismo, coitadismo, derrotismo. Dinheiro gera dinheiro, miséria gera miséria. “Gentileza gera gentileza”. “Violência gera violência”. Vamos pensar para frente, estamos no século vinte e um, num mundo de tecnologia avançada, com a possibilidade de um salto evolucional. Deixem essa fala do século passado para trás. Já a nossa derrota de sete a um para a poderosa Alemanha virou piada em Israel. Sete foram os dias que Deus levou para criar o mundo, sete foram os anjos caídos, sete são os braços do candelabro, sete são as manifestações do Espírito Santo. A Alemanha venceu por merecer, mas é bom para o povo brasileiro saber que há “bobalhões' em todas as partes do mundo. Comparar o número de seres humanos mortos a número de gols é um absurdo. Mudando de assunto em São Paulo foi construído um lindo Templo, por evangélicos do país inteiro, um lugar que parece ser maravilhoso. Não sou evangélica, mas gostaria de parabenizar a população que fez a obra, que bom conseguir uma grande vitória assim, um lindo lugar para rezar e professar a sua fé com alegria e liberdade! Templo de Salomão!

Fernanda Blaya Figueiró 

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