Obrigada, Fernandão!
A Nação Colorada está
triste nessa manhã ventosa de sábado, perdemos um Campeão. A garra
e força de Fernandão ficarão para sempre na memória dos gaúchos:
Campeão do Mundo. Esse garoto era como parte da família, um jovem
que deixa no mundo um sorriso e muitas alegrias. A Copa do Mundo está
movimentando as energias do país, muitas pessoas ligadas ao futebol
deixaram este mundo recentemente e de forma repentina, ex-jogadores,
comentaristas de futebol, são anjos que o Senhor chamou para olhar
por nós lá das alturas. Nenhum de nós sabe quando será chamado,
nenhum de nós sabe como será chamado e nem por que motivo.
Reclamamos do trânsito, dos juros, do governo, de muitas coisas e
uma notícia assim nos derruba. Esta semana estou triste e como diria
o Ronaldo com vergonha do oportunismo de vários funcionários
públicos e privados que estão usando a Copa do Mundo para fazer
greve e paralisar serviços essenciais, quando a população mais
precisa, deixando a impressão de que não são de confiança.
Fernandão estava trabalhando para fazer uma boa copa, para receber
bem as outras nações. O Brasil precisa crescer, que todos os
espiritualistas, religiosos de todas as fés façam uma oração
conjunta pelo Brasil. Que os não religiosos pensem um pouco sobre
todos estes jovens que tem no esporte um motivo para viver e para
levar alegria para milhões de pessoas do mundo todo. Aos
manifestantes, violentos ou não, que saibam respeitar a diversidade
da vida humana. Todos nós temos coisas que gostaríamos de mudar no
mundo, na nossa cidade, na nossa família, mas agora é a hora de
receber bem os estrangeiros, como o Fernandão faria se pudesse.
Questões políticas, cotidianas devem ficar para depois, o
brasileiro é “estereotipado” como um povo que não gosta de
trabalhar, que não cumpre com a palavra, que é enrolão e este
monte de greves oportunistas, que está deixando os governos de
cabelo em pé, colaboram com o esteriótipo. As pessoas estão criando
uma crise para culpar os governos e como cada um está agindo? Depois
vão sentar na frente da televisão e querem assistir e participar do
mundo do futebol, enquanto passaram boicotando e desrespeitando o
trabalho de jogadores, técnicos e todos que trabalham e vivem do
esporte. Estamos tristes.
Fernanda Blaya Figueiró
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