Sistema de Ensino
Público Brasileiro entrou em colapso, algumas divagações.
Parece “sinuca de
bico” hoje ouvi no rádio uma professora falando sobre uma escola
pública, próxima a rua Bento Gonçalves, acho que perto do bairro
agronomia, ela disse a seguinte frase “a escola está falida”. Os
alunos trancaram a rua, em protesto, no início da manhã,
complicando muito um trânsito já caótico. Os professores reclamam
de baixos salários, as escolas estão com a infra-estrutura
comprometida, os alunos estão sendo discriminados por virem do
ensino público, estão aprendendo pouco. Então o que parece estar
falido ou em colapso é o Sistema de Ensino Público, não só o
estadual ou o municipal, todo o ensino público. Fala-se em privatização ou terceirização dos presídios, mas quem sabe não
deveríamos reavaliar toda esta grande conta mal administrada que se
tornou o ensino público? Convênios, parcerias, cooperativas, algum
tipo diferente de relação poderia ser pensada para a otimização
das fenomenais verbas públicas destinadas a educação, que ao que
tudo indica gerou um sistema ineficiente, pesado, obsoleto,
antiquado. Não teríamos mais carreira pública na educação, fim
do concurso público, fim da choradeira. Revisar a situação dos prédios públicos decadentes e chegar a um novo formato de relação
da comunidade, dos profissionais e dos alunos com a escola. Ter sim
um piso salarial federal, como o salário mínimo que regula o valor
do trabalho nas empresas privadas. O Estado poderia repassar verbas
para os conveniados e eles administrariam salários, manutenção das
escolas, qualidade de ensino, controle de freqüência, seria o fim
da estabilidade que o serviço público oferece, mas abriria espaço
para que o bom profissional pudesse ser mais valorizado. O aluno
continuaria tendo acesso gratuito a educação, garantido na
Constituição, mas a escola seria administrada de uma nova forma. Ao
Estado competiria manter a Lei de Diretrizes e Base e todas as
exigências de conteúdo, currículo, etc, continuaria fiscalizando
as escolas, a qualidade de ensino. Professores concursados poderiam
fazer PDV- Programa de Demissão Voluntária ou estabelecer um
período de implementação em que a carreira de professor público
fosse extinta, ou ainda o velho remanejamento. Se de fato está tão
ruim para todas as partes, ruim para professores que ganham pouco,
ruim para o estado que gasta muito para ter um serviço de péssima
qualidade final, péssimo para os alunos que estão sendo enganados
e não educados, ruim para o mercado de trabalho, que não tem
profissionais capacitados, ruim para o país que não consegue
qualificar sua numerosa mão de obra, então é preciso mudar.Usando como metáfora a pergunta que circulou na internet, feita por um
professor, que se justificou dizendo que era uma ironia provocativa
para os pais, “bater de frente”, não com tiro, porrada e bomba,
mas com atitude e com reflexão. Viajei na maionese? Pode ser mas
alguma coisa precisa mudar. É uma estrutura gigantesca, mal
gerenciada e fonte de eterna reclamação de todas as partes o atual
“Sistema Nacional de Educação”. Quem sabe não está na hora de
ser aposentado e substituído por algo mais compatível com a nossa
atual realidade?
Fim.
Fernanda Blaya Figueiró
Comments