Uma crise de autoridade política

Uma crise de autoridade política

A greve dos ônibus em Porto Alegre vai servir de termômetro para a solução do problema do reajuste da passagem nos outros estados e cidades, é público e notório que o valor da tarifa está defasado. O combustível subiu, o número de ônibus depredados subiu, o salário mínimo subiu, alguns impostos foram reduzidos, mas a conta não fecha. A lei manda que uma parte da frota circule e ontem nenhum ônibus saiu das garagens. A lei impede que empresas participem da greve e parece que até o prefeito da cidade tem dúvidas sobre se não existe um “conluio”. O medo de uma “nova onda gigantesca de protestos” parece ter paralisado a autoridade política brasileira, isso nos leva a perguntar: “ estamos diante de uma crise de autoridade?”. Porto Alegre é a primeira capital a enfrentar o problema neste ano, acho que a solução do problema aqui vai influenciar a tomada de atitudes em outras partes do país. Passe livre é uma reivindicação absurda, uma vez que o Brasil é um país capitalista, para usar um transporte é preciso pagar pela passagem, para comprar comida é preciso ter dinheiro, que normalmente se adquiri trabalhando. Nossa organização é baseada no “capital” as empresas aqui vivem porque existe um “lucro”. Estou “chovendo no molhado” mas parece que nossas crianças não sabem disso, uma coisa tão simples assim. O ter tudo de graça da internet ainda não tem como saltar as ruas e se tornar uma regra. Se não tem luz “faz um gato”, se não tem TV a cabo “faz um gato”, se não tem água “faz um gato”, se não tem dinheiro para a passagem “pula a catraca”, se não tem o tênis da moda “rouba um plaboy”. Onde isso vai terminar? Talvez com uma grande convulsão social e dai “Porto Alegre” passa a ser um problema bem maior, pois essa é a lógica de praticamente o mundo inteiro. Quando as autoridades vão  enfrentar o perigo? O “suicídio político” a ferocidade de uma imprensa que não quer se comprometer e ser tachada de “reacionária”, além de ser limitada pelo politicamente correto? Acha correto um jovem queimar pessoas em um carro e acha errado um policial reagir a um “manifestante” que, em fuga, logo resistindo a prisão, ameaça um policial caído.Onde estão as imagens anteriores deste fato ocorrido em São Paulo, o que o “anjinho” fez antes de ser perseguido pela polícia, porque fugiu e não parou quando recebeu a ordem de parar? O Brasil vai precisar de líderes que tenham a coragem de enfrentar o problema e não de protelar. Senhores jornalistas quando uma autoridade policial emite uma ordem: pare! O sujeito que recebeu está ordem deve parar, ou está em fuga. Se um empresário estiver, ou uma classe de empresários, fazendo um acordo com seus empregados para forçar a elevação da tarifa através da greve, podem uns serem demitidos e os outros perderem seus contratos de concessão. Se um Juiz determinar que um terço da frota deva circular a ordem tem que ser cumprida ou o Prefeito pode se encrencar, a autoridade policial pode se encrencar, as empresas e os lideres sindicais podem se encrencar. O que não pode acontecer é o medo de um protesto trancar um país que é, pelo menos no momento, norteado pelo sistema capitalista. Uma greve como a de Porto Alegre, com mais de três dias vai ter um impacto na economia do país inteiro. As pessoas não “brincam” de trabalhar, trabalham! O transporte público existe para movimentar a economia, para fazer as cidades funcionarem, não para a gurizada andar de um lado para o outro sem pagar tarifa. Vamos ver onde essa “marolinha” vai acabar.


Fernanda Blaya Figueiró  

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