P.S. em 16/10/2013
"Os extremos são a fronteira além da qual termina a vida e a paixão pelo extremismo; na arte e na política, é uma velada ânsia de morte."Milan Kundera
Para os amigos que não gostaram da minha crônica, eu respeito a sua opinião... E sinceramente esperava essa defesa acirrada. A beleza da democracia é essa possibilidade de divergir!!! E por ela nós temos que sempre lutar.
Beijos
"Os extremos são a fronteira além da qual termina a vida e a paixão pelo extremismo; na arte e na política, é uma velada ânsia de morte."Milan Kundera
Para os amigos que não gostaram da minha crônica, eu respeito a sua opinião... E sinceramente esperava essa defesa acirrada. A beleza da democracia é essa possibilidade de divergir!!! E por ela nós temos que sempre lutar.
Beijos
Visualizações
de página de hoje
|
126
|
Visualizações
de página de ontem
|
173
|
Visualizações
de página do mês passado
|
1.416
|
Histórico
de todas as visualizações de página
|
46.527
|
Ando um pouco invocada com os acessos do blog. Esses são os dados das últimas vinte e quatro horas:
Estados Unidos
225
Brasil
29
África do Sul
5
Acho muito pouco provável
que alguém tenha lido o texto, talvez minha filha, que está na
África do Sul, tenha acessado uma vez. Se mudo o template os números
caem drasticamente e acabo voltando ao atual.
A crônica de ontem foi
uma experiência para saber se assuntos polêmicos são mais
acessados e posso dizer, que com toda a certeza, que sim. Acesso não significa leitura.
Mesmo assim mantenho o
conteúdo da crônica, acho mesmo que o discurso eco ganhou um status
de religião, ficou em alguns casos dogmático e fechado ao olhar do
outro. Isso faz surgir alguns extremismos e uma defesa insana dos
princípios do pensamento. Não é regra mas está acontecendo em
alguns níveis. Nós artistas deste tempo estamos ganhando a
possibilidade de pensar sobre esse assunto. Os ativistas eco
políticos, ou eco religiosos, mais radicais podem estar se tornando
terroristas, como o grupo que “pirateou” um navio na Rússia e
foi preso. Em seus olhares parece haver um brilho de desafio as
autoridades como o dos “santos guerreiros”. Eles parecem felizes
com o martírio. Agiram em nome dos mandamentos do pensamento eco.
Acreditam que seu pensamento é superior ao que já existe e que lhes
dá autoridade para burlar a lei.
Aqui no Brasil a caminhada
do movimento começou como uma espécie de “conscientização”
baseada na ameaça: se as pessoas não mudarem o mundo vai acabar,
claro que com a ajuda dos quatro cavaleiros do apocalipse. As
crianças foram alvo deste pensamento, eu mesma já escrevi um longo
trabalho sobre isso “As Aventuras de Linna Franco” e outros
textos. Depois virou um “fetiche” publicitário e paralelamente
foi sendo construída uma plataforma política. Não sou contra o
pensamento eco, sou contra a dogmatização e faço a minha leitura
sobre o assunto e sua evolução. Já caímos na conversa fiada dos
“trabalhistas” que fariam um governo transparente e sem corrupção
e que assim que chegaram ao poder se tornaram aquilo que
combatiam. Acredito que não será diferente com os “eco”. Mas
isso é a minha opinião, não é uma “verdade” nem serve como
termômetro do que acontecerá. Provavelmente a Dilma se reelege e
daqui há alguns anos essa corrente ganha força e assume o País. A
democracia brasileira tem que se solidificar e aprender a conviver
com antagonismos e com o jogo político. Mas cobrar dos partidos que
tenham coerência e uma plataforma política confiável. Que os
partidos sejam responsáveis pelos atos dos seus filiados, que os
políticos sejam minimamente honestos com a população sobre as suas
intenções. A população tem que amadurecer e trabalhar na
construção de uma realidade mais justa, mas sem se deixar levar por
promessas que não tem como serem cumpridas. A melhor composição
seria que houvesse um equilíbrio, uma sociedade pronta para crescer
sem colocar em risco o capital natural. Quanto a experiência em si
acho que não valeu muito, vou esperar os desdobramentos. Pois tenho
quase certeza que entre todos estes acesso há alguns leitores,
incluindo jornalistas. Pois estes adoram ideias que caem na rede.
Seja de grandes escritores ou de meros blogueiros. A “blogosfera”
é um mato que tem que entra de “perneira”. E por mais que se
negue os blogueiros são lidos, principalmente por quem cria a
realidade: a mídia oficial.
Fernanda Blaya Figueiró
Comments