Obrigada aos Deuses do Cinema


Obrigada aos Deuses do Cinema


O cinema tomou um lugar na vida da gente simples,como eu, na narrativa popular, diria que é uma transformação do Teatro. O Ser hoje é menos nobre do que o Parecer Ser. Fui assistir a nova versão de “Os Miseráveis!”. Falta alguma coisa no filme até a pequena Cosette entrar em cena e depois parece que a magia do afastamento da realidade acontece. Algo leva todo o contexto a um ponto de superação e sublimação. Morrer não é a questão, mas sim deixar de viver por uma coisa maior. Quem não acredita em Deus não deve perder tempo indo ao cinema. Mas a principal fé que se reforça é a no Ser Humano. A voz cristalina da menina, o chamado do menino: Nós crianças sabemos a hora de lutar, não se chuta um cão por ser um filhote, que ele... O desespero da mãe...O ímpeto do jovem em lutar e morrer e a complacência do homem velho em aceitar o fim de um tempo. Ao poupar minha vida mesmo assim me matou- o dilema do sobrevivente. Olhe para baixo! Sai do cinema e uma senhora pedia esmolas. Não me comoveu. Ela é parte do que sempre existiu. Quem sou eu? Ou quem eu pareço ser? Assisti a três bons filmes e agora estou como em "coma cultural".
Fernanda Blaya Figueiró
P.S. Esqueci, os dois outros filmes foram Amor e Lincoln... Adorei todos, mas principalmente "Os Miseráveis"

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