O Gnomo é nosso!
A poderosa imprensa
britânica volveu seus olhos para o Brasil, falando mal de nosso
Gnomo.
- Haha, huhu, o gnomo é
nosso! Eles que vão buscar elfos em suas esquecidas florestas. Não
entendo nada de economia, mas se os ingleses estão incomodados é
por que algo na politica econômica do Brasil está correto. E vale
tudo na busca do investidor perdido. Quando tem capital em jogo é
bola pro mato...Acho que baixar os juros vai aquecer a economia, mas
é preciso investir na qualidade dos serviços públicos, sem onerar
a folha de pagamento. Como? Modernizando as repartições públicas,
qualificando o funcionalismo e trazendo da iniciativa privada
conceitos como o de qualidade, eficiência e tantos outros programas
desenvolvidos pelos estudiosos dos recursos humanos. Com menos
impostos, na minha opinião, diminuirá o espaço para a corrupção,
haverá menos dinheiro nas esferas públicas e mais na iniciativa
privada. Os gestores públicos terão que aprender a criar parcerias
e trabalhar solidariamente com a iniciativa privada. Cabe a o
empresariado evitar as velhas armadilhas da corrupção, como fraudes
e esquemas nas licitações, por exemplo. Quanto a grande mão de
obra brasileira terá que ser de alguma forma reeducada, com cursos
de formação, programas de recolocação e “pasmem” uma reforma
na legislação trabalhista. Hoje é quase um suicídio para uma
empresa contratar funcionários, pois parece que a legislação olha
para o empresário como se ele fosse um bandido. Grande parte da mão
de obra está manhosa e viciada. Uma grande parte da força motriz do
pais não quer mais um trabalho e sim um encosto. É preciso mudar
isso, ou a Previdência Social vai entrar em colapso. Claro que há
também bons trabalhadores, responsáveis e bem qualificados,
contratados a peso de ouro, em todas as profissões. Além de um
contingente de estrangeiros que estão de olho no promissor mercado
de trabalho brasileiro. As migrações vão acontecer neste cenário
de crises e de falta de emprego. E isso é fantástico, diria até
que é parte da natureza, criar um movimento no planeta para
desacomodar as etnias e fortalecer as futuras gerações, digo que
com a vinda de haitianos, nordestinos, colombianos, que estão
entrando aqui no Rio Grande do Sul principalmente na construção
civil, em cinco anos estaremos com nossas creches lotadas de novos
“gauchinhos”, com sotaques diferentes e culturas importadas. Essa
renovação cultural é saudável mas precisa ser percebida, para que
as cidades e o estado consigam lidar com as diferenças, com as
expectativas e dar saúde, segurança, educação, moradia, acesso a
bens culturais, esportivos, turísticos, tudo com qualidade. Então
senhores poderosos jornalistas ingleses: - O gnomo é nosso e não
abrimos mão! Procurem em suas florestas um para vocês.
Fernanda Blaya Figueiró
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