As
cotas
Assunto
dificílimo! O que pensar sobre isso? Não pretendo pensar, apenas
divagar. Espero que as autoridades saibam o que estão fazendo.
Inicialmente eu era contra as criação de cotas para o ingresso no
serviço público, nas universidades e etc... Porque achava que iria
criar uma barreira entre as pessoas, hoje acho que a barreira,
infelizmente, já existe. Na semana passada ouvi uma pessoa
comentando sobre isso e enquanto ela falava comecei a ver o sangue
brotando nos cantos de sua boca e a sua expressão já era de um
“vampiro” mais do que de um ser humano. Precisamos estar atentos
para que esse “discurso” aparentemente inocente, de ambas as
partes, os que são a favor e os que são contra a criação das tais
cotas de acesso, não reavive a antiga rivalidade racial recentemente
“superada”. Sou a favor das cotas, acho que devemos, como Nação,
dar condições iguais a todos, para que todos sejamos de fato
iguais, respeitando nossas diferenças. Quanto ao serviço público
acho que deveria ter uma ampla e verdadeira reforma, quem sabe se o
ingresso de uma força de trabalho, que antes não teria condições
de ingressar ao serviço público, não traga uma maior
competitividade e eficiência para uma máquina que está defasada? A
iniciativa privada vai ganhar, hoje os profissionais mais
qualificados, sem distinção alguma, estão no Estado, que através
de disputados concursos seleciona os melhores alunos recém saídos
das universidades públicas e privadas, atraídos por bons salários,
férias remuneradas, assistência médica e estabilidade no emprego.
Só peca na falta de estímulo para que esses trabalhadores continuem
sendo “os melhores”.
Não
sei o que acontece no dia seguinte a aprovação no estágio
probatório, mas a impressão que fica, de alguém que olha
totalmente de fora, é de que o "peso" dos anos vindouros
cai sobre o indivíduo como uma "pedra": nos próximos
trinta anos ele estará ali, sob a pedra, estático. Enquanto que na
iniciativa privada o sujeito que entra em crise encontra com a porta
de saída, já que para sua “indesejada posição” tem dúzias de
profissionais mais qualificados prontinhos para engolir o seu “peso”
e carregar a sua “pedra”, quem escorrega cai certamente e não se
levanta mais. Que venham as cotas e que o povo brasileiro saiba
administrar bem isso, sem cair na “conversa fiada” de uns ou
outros. No Brasil somos todos iguais, com cotas ou sem. Não vamos
brigar por coisa tão sem significado. Vamos aproveitar essa onda e
ter um lugar melhor para viver, ter mão de obra mais qualificada
fará bem para todos. Vamos chegar ao ponto em que, com a maioria da
população tendo seu diploma na mão, teremos um motivo a mais para
comemorar. Teremos mais profissionais qualificados e uma
competitividade maior para os “grandes empregos” e uma maior
eficiência nos “pequenos empregos”.
Fernanda
Blaya Figueiró
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