A Glória de Ser
Quanta bela coisa já
Fez o Ser Humano
Quanta beleza
Já produziu a arte
A melhor colheita é a
Repartida,
Compartilhada
Uma pequena pausa
Antecede os grandes
movimentos
Neste momento estamos
assim
Numa pausa entre dois
movimentos
Não tão profunda que
peça o aplauso
Nem tão tênue que
seja despercebida
Não colherei os frutos
da minha
Semeadura e isso tem um
bom lado
A semente que dorme no
ventre da
Terra por mais tempo
desperta
Numa outra época
Testemunha dois mundos
Não estarei mais aqui
quando estes versos forem lidos
Leio minhas antigas
angústias e esperanças e
Não recordo a que
história a que momento
Estão ligadas
Estou experimentando
Viver sem planos
Escrever para nada
Sem ideologia
Seria possível?
A Glória pela Glória
de Ser
Fernanda Blaya Figueiró
18 de janeiro de 2011
Comments