O traçado



O traçado


Escrevo para mim mesma
As cigarras estão cantando forte
As formigas fazendo o carreiro
O vento brinca com os cabelos das
Árvores e com meus sonhos
O operário quebra pedra com a
Melodia dos séculos e milênios
O bentivi na cerca
Busca as minhocas que na Terra
Afundam a semente da figueira
O Sol a tudo assiste e a chuva
Logo deve cair

Milagre?

Rola uma folha na calçada de pedra
Quebrada e a vida se
Recria na misteriosa luz e sombra
Da mata nativa
Não é milagre
O maior problema da problemática humana
Esta na pergunta

Como tudo começou?
Não começou
Simples assim
Ou sempre existiu ou não existe

De onde viemos?
Já estávamos aqui

Para onde vamos?
Para lugar nenhum

Que sentido tem tudo isso
Não tem sentido tem os sentidos

Fernanda Blaya Figueiró
29 de dezembro de 2011  

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