A Ponte
Essa é a história de um limão. Bem, porque ela se chama de ponte? Porque a ponte é uma coisa que liga um lado ao outro, normalmente passa sobre a água. O que isso tem a ver com a nossa história? Ainda não sei bem, talvez você possa me ajudar a encontrar algum sentido nisso. Pois bem, o limão era um cara muito azedo, vivia de mal com a vida, pendendo de um galho de árvore, ele achava que seu azedume era culpa do limoeiro, ou da jardineira. O que ele não sabia era que todo o limão é azedo e que quanto mais azedo mais vale. Isso mesmo imaginem só se tudo no mundo fosse docinho como mel? A vida seria um pouco sem graça, você não acha? Mas, voltando ao nosso personagem, ele vivia muito emburrado, até que um dia foi colhido, com todo o carinho, por uma senhora toda encurvada, que andava muito gripada, ela olhou para o limão e disse: - Meu filho, você vai salvar a minha vida... Como assim? - pensou o limão, sem entender nada. Eu, azedo desse jeito, vou salvar a vida de alguém? Pois é! A Jardineira pegou um espremedor, um bule, uma concha e uma peneira. Além de uma pequena faca. O Limão não entendeu nada. A boa senhora foi explicando tudinho, acreditem que ela falava o tempo inteiro com o bule e até com o chuveiro... Que chuveiro? Ah, esqueci, antes de mais nada o limão tomou um banhão, depois ganhou uma massagem, foi partido pela faca, espremido diretamente no bule, onde estavam as folhas frescas de agrião. Com a concha a jardineira mexeu bem o conteúdo e juntou um pouco de água e no final uma colherada de mel purinho. Atchim!!! Ainda disse ela. Pois bem nosso antigo limão agora estava transformado em um rico xarope doce, nutritivo e quentinho. E a peneira? Com a peneira a senhora faceira, coou o maravilhoso e perfumado límão, que viu ficarem para trás seu bagaço, suas sementes e sua casca. A senhora bebeu todo xarope e deu “Adeus!” a gripe. O limão? Atravessou a ponte, como eu contei lá no início. Vem cá que parte você perdeu desta história?
Fernanda Blaya Figueiró
14 de junho de 2011
Essa é a história de um limão. Bem, porque ela se chama de ponte? Porque a ponte é uma coisa que liga um lado ao outro, normalmente passa sobre a água. O que isso tem a ver com a nossa história? Ainda não sei bem, talvez você possa me ajudar a encontrar algum sentido nisso. Pois bem, o limão era um cara muito azedo, vivia de mal com a vida, pendendo de um galho de árvore, ele achava que seu azedume era culpa do limoeiro, ou da jardineira. O que ele não sabia era que todo o limão é azedo e que quanto mais azedo mais vale. Isso mesmo imaginem só se tudo no mundo fosse docinho como mel? A vida seria um pouco sem graça, você não acha? Mas, voltando ao nosso personagem, ele vivia muito emburrado, até que um dia foi colhido, com todo o carinho, por uma senhora toda encurvada, que andava muito gripada, ela olhou para o limão e disse: - Meu filho, você vai salvar a minha vida... Como assim? - pensou o limão, sem entender nada. Eu, azedo desse jeito, vou salvar a vida de alguém? Pois é! A Jardineira pegou um espremedor, um bule, uma concha e uma peneira. Além de uma pequena faca. O Limão não entendeu nada. A boa senhora foi explicando tudinho, acreditem que ela falava o tempo inteiro com o bule e até com o chuveiro... Que chuveiro? Ah, esqueci, antes de mais nada o limão tomou um banhão, depois ganhou uma massagem, foi partido pela faca, espremido diretamente no bule, onde estavam as folhas frescas de agrião. Com a concha a jardineira mexeu bem o conteúdo e juntou um pouco de água e no final uma colherada de mel purinho. Atchim!!! Ainda disse ela. Pois bem nosso antigo limão agora estava transformado em um rico xarope doce, nutritivo e quentinho. E a peneira? Com a peneira a senhora faceira, coou o maravilhoso e perfumado límão, que viu ficarem para trás seu bagaço, suas sementes e sua casca. A senhora bebeu todo xarope e deu “Adeus!” a gripe. O limão? Atravessou a ponte, como eu contei lá no início. Vem cá que parte você perdeu desta história?
Fernanda Blaya Figueiró
14 de junho de 2011
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