Testamento Poético
Depois da morte de minha prosa e poesia
Solicito a quem couber que faça a devida
Repartição entre aqueles que reclamarem o direito
Sobre uma fala, uma palavra, um sentimento
A meus amigos e inimigos deixo uma certeza
Vocês sempre estiveram com a razão
Pois a mim sempre coube a paixão
Todo o poema meu morre assim que deita
Nesta folha em branco
Toda prosa minha morre no último ponto
Já eu continuo com o fígado restituído
Pronta para morrer de novo
Não posso prometer mais nada
Faça-se uma grande fogueira de meus versos
Com o fogo roubado dos Deuses
Hoje compartilho a solidão de criar e imagino
Como Deus deve ter se sentido no sétimo dia
Olhando entorpecido para sua criação
Viamão, 22 de abril de 2010
Fernanda Blaya Figueiró
Adendo: Existirá vida após a publicação?
Depois da morte de minha prosa e poesia
Solicito a quem couber que faça a devida
Repartição entre aqueles que reclamarem o direito
Sobre uma fala, uma palavra, um sentimento
A meus amigos e inimigos deixo uma certeza
Vocês sempre estiveram com a razão
Pois a mim sempre coube a paixão
Todo o poema meu morre assim que deita
Nesta folha em branco
Toda prosa minha morre no último ponto
Já eu continuo com o fígado restituído
Pronta para morrer de novo
Não posso prometer mais nada
Faça-se uma grande fogueira de meus versos
Com o fogo roubado dos Deuses
Hoje compartilho a solidão de criar e imagino
Como Deus deve ter se sentido no sétimo dia
Olhando entorpecido para sua criação
Viamão, 22 de abril de 2010
Fernanda Blaya Figueiró
Adendo: Existirá vida após a publicação?
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