Amei: Nunca deixe de lembrar.(muito spoiler)
Ontem assiti a este maravilhoso filme no Netflix, que lindo, nós os loucos e os artistas somos muito parecidos, hora louco, hora artista, hora gente comum e ordinária... Não tenho nada para falar sobre este filme, só que um dia as coisas mudam e o anormal vai ser livre novamente. Ainda não somos artisticamente capazes de ser livres a ponto de experienciar a verdade.
Eu, eu, eu... a palavra chave da primeira página do maligno livro que não está no filme, se 'ELE' tivesse sido um artista, teria acontecido igual. Se a bala inglesa tivesse saído do cano? Seria a mesma coisa.
Eu, Fernanda Blaya Figueiró? Nasci em 1968 e o mundo já estava corrupto.Não me assombrou a queda do muro em Berlin... Me assombrou o cercadinho num remoto ano novo, só para mulheres... Não entendo isso. Parece que caiu, Graças a Deus, esse modismo passou rápido.
O Estupor? A arte que arrebata? Sim. Conheço e a ela sobrevivi... Porque o menino russo alemão não teve o espanto do velho matador de crianças? Porque algumas histórias nos encantam e amedrontam e para outros nada dizem?
Uma vez contei, quando ainda contava histórias, mas contei para algumas crianças indígenas algumas histórias, havia escrito o "bando de papayuru" acho , sobre um papagaio que vi aqui no meu universo e um pequeno papagaio arte indígena colorido, para mim uma novidade.. nada... fracasso. Os olhos todos em mim e nada... Então pensei meu conto não tem contato com eles... Três Porquinhos!Sim,pensei ninguém resisiste. Tomei a mão do Ancião e levei ao centro da contação... As crianças riram um riso alegre e meio apavorado... Como brincar com a autoridade? Mas ele entrou na brincadeira como se fosse um pequeno.. três casas... olho para a aldeia e tudo era ou de palha ou de madeira, nada do que eu falava fazia o menor sentido. Havia levado arte indígena, que depois doei, não sei porque... me desprendi das pequenas estatuetas que vendem nas ruas... Cada uma tinha um olhar, uma história... Uma tentativa de comunicação e compreensão. Depois eles me contaram uma história festa no céu, cheia de bichinhos e a comunicação se deu.Não sei porque recordar isso.Talvez por esta dificuldade de fazer espantar que eu e eles vivenciamos naquele momento.
Não adianta queimar arte, ela volta, como um bumerangue e te joga na sarjeta se quiser.
Eu, escrevo há muito tempo, vejo há mais tempo ainda, e vejo o que ninguém vê, mas não posso dizer. É proibido. Num tempo tão pragmático, violento e dopado, dominado pela medicina, não mais a do filme, as vezes com boas intenções, as vezes sem.
Uma vez escrevi, tenho milhas e milhas de escrita caótica e extremente ordenada, irritantemente ordenada e racional, infelizmente. Mas escrevi: Um dia vão dizer que sou louca, então deixa que eu mesma digo.
Eu, eu, eu... Confundo tudo deliberadamente ou boicoto a Fernanda Blaya Figueiró?
Quem é essa pessoa? Dissociativa e real, pesadamente real?
O filme é fantástico, vou ver de novo. Engraçado que vi na descrição 3h de filme, e pensei já passava das 20h... Não vou conseguir assistir e de fato, o sono me abateu, então "rebobinei" e a fragmentação ficou mais linda ainda, o borrado, eu já tinha visto só pequenas nuances entre sono e vigília.
Espero que não se repita aquela sucessão de coisas horripilantes, essa sombra toda nos assusta até hoje e ver aqui no Brasil esta sombra mandando prender, censurar, proibir... É ruim de mais.
A sinfonia das buzinas, a grandiosidade desta sinfonia, só ela para entender.
A arte.
A "loucura" é só mais uma competência e capacidade do ser humano, não é permanente, é transitória, experiência, passa... Não e igual, cada "louco" é um universo diferente que assusta porque o todo não compreende. Claro que tem quem nunca se recupere e essa massa precisa de atenção, cuidado, e boas coisas são feitas, é verdade.
Uma vez eu disse e fui mal compreendida e agora temo dizer de novo.Tinha que acontecer, infelizmente, nada mudaria.Se não fosse aquele seria outro o contexto e os monstros, mas a energia, ela já estava lá. A energia destrutiva que está atrás das grandes maldades. Que maniqueísta, confesso pode ser maniqueísmo, é um conceito errado? Não.Pode ser ultrapassado, e é, mas não errado. Nos textos de Linna Franco eu escrevi sobre isso, ela não é um alterego, é um personagem, recordo de coisas da minha escrita porque é minha, mas não tem nada(conhecimento), só fluxo mesmo, só vida... Não vou recordar a frase agora, mas era "no roteiro de Linna Franco" acho, o texto: o som da humanidade é esse barulho de construir e destruir... contruir e destruir... A gente não sabe fazer outra coisa.
Se eu te digo: Eu vejo Deus! Tu tem o material necessário para me destruir.
Eu vejo Deus! Em tudo e no Todo!
Nunca deixe de lembrar, mas deixe espaços, descanse um pouco, soterre, queime, acalme a mente e o coração.
Quanta boa arte ainda vai render este período da história, será que um dia as partes se perdoarão?
Eu, sou o lobo mau e a chapeuzinho ao mesmo tempo. Genéticamente, uma vez que não vou achar escrevi que eu, ou nós, da minha árvore genealógica eramos os judeus que a Europa não quis, pois meu sobrenome pode ser desta origem e que o único sangue que imaginava que não tinha era germânico, que sabia de meu sangue negro e índio... Pois estava enganada, meu DNA, se foi bem feito resultou em:
94,8% eurodescendente, sendo subdividido:
88,o% da Península Ibérica, Portugal e Espanha
6,9% Alemanha (nunca imaginei, nem tenho registro desta vertente)
2,8% Nativos da América Central
Provavelmente Maia, Asteca ou Zapoteca
2,4% Norte da África
Provavelmente Marrocos, Tunísia ou Argélia.
Eu, sou 100% brasileira, mas estas origens todas são parte de mim, fazem parte de meus medos, minhas experiências e expectativas de vida e morte e de minha cultura, mesmo que fragmentada e esquecida, adormecida. Quando vejo esta arte toda uma parte de mim entende e se deslumbra a outra não.
94,8% eurodescendente a maior parte chegou aqui ainda em 1776 e 1735... Posterior os "anarquistas' 1900 +- é a gente mais recente da minha linha que está aqui... Então destas 2 guerras, eu só sei do medo vindo de longe, mas que é o mesmo de sempre... Meus outros ancestrais vieram junto, eram misturas anteriores ou já estavam aqui. Este é meu espanto, olhar multiracial, sentir e entender mais de uma cultura, mesmo não falando mais todas as línguas, mas algo em mim remonta ao tempo das cavernas,mais ou menos.
Se matarem, esterilizarem ou doparem todos os loucos a humanidade termina, sorte que a arte de confundir as autoridades a gente conhece de outros carnavais. Qual seria a louca, desvairada, capaz de trazer a este mundo um serzinho indefeso e desprotegido? Querem acabar com os filhos de mães jovens, mas as mães mais velhas se pensarem não serão mães. Homem nenhum quer ser pai, eles caem na paternidade e sofrem, não importa, podem ter desejado a paternidade racionalmente, mas são sempre o pai do Kafka.
Por isso eu escrevo incansável e erraticamente pelo que entendo ser o melhor para o Brasil, porque foi muito difícil chegar aqui e nada do que fizemos faz sentido se for tudo pelo bueiro, só que é o velho tic tac, tic, tac, construir destruir...
Oi, amigos, eu não existo, só penso que existo, duvída? Deus existe. Eu sou parte ínfima dessa luz e sombra eternamente em conflito.
Não sou maior nem menor, mais poeta ou nemos do que toda esta minha herança genética ou que qualquer um de vocês, proque vocês são eu também.
Se pensar em evacuar e implodir, lembre de evacuar, é muito importante, evacue as edificações que precisam ser destruídas para o novo surgir, mantenha os seres, se der, o máximo que puder. Não permita que voltem a acontecer aquelas atrocidades todas.
Vamos a algo mais concreto: Ucrânia? Porque uma estupidez dessa está acontecendo? Foi por não lembrar? Foi por lembrar?
Foi por dinheiro.
Eu nunca deixaria de lembrar quem eu sou, se eu já tivesse sabido quem eu sou, ou talvez eu saiba e isso me aterroriza... E Você, amigo?
A Ucrânia foi aos nosso olhos evacuada e implodida, sirenes ecoam nos meus ouvidos e eu vi, de muito longe, mas vi. E agora, conto? Essa guerra que ainda sangra, então? Diga? É a mesma guerra? São os mesmos monstros ou não?
Se Zelenski E Putin brincassem com trenzinhos juntos e tivessem sido amados por suas mães enquanto elas bebiam chá com lindas tortinhas coloridas e doces, teríamos outro desfeixe? Se o pai deles não fosse um pai tipo "pai do Kafka" a região estaria repleta de luz e os rios seriam de leite e mel?
São estes dois senhores cientes do que estão fazendo ou marionetes da velha energia a disputa ou movimento de contruir destruir. Algo, ou alguém poderia ter evitado esta mortandade toda?
No terremoto não, aí não temos culpa alguma, foi a Natureza, só teria morrido menos gente se tivesse menos gente onde aconteceu... Esse foi aleatório, foram os 5 números...
Fernanda Blaya Figueiró sua escritora que não existe, ou existe, ou não deveria existir como alguns gostariam, é só não ler que deixa de existir.
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