Eu nem conhecia o termo "Mães Atípicas", de "Filhos Atípicos".

Eu nem conhecia o termo "Mães Atípicas", de "Filhos Atípicos". Assisti na TV uma reportagem sobre 'mães atípicas" e seus "filhos atípicos", antes o termo usado era portadores de necessidades especiais, esse é um assunto complicadíssimo, porque nos dias do hoje a quantidade de anomalias comportamentais é enorme, o preconceito maior ainda, a escola inclusiva é uma utopia, saber lidar com algumas crianças com anomalias, ou atípicas é muito difícil, falta formação aos professores, falta informação para pais e alunos 'normais'. Estes dias assisti a um excelente filme sobre um menino com deformidade na face e as dificuldades dele ao entrar para a escola, como vencer o preconceito e se adaptar? Acho que a lei e os conceitos podem e devem ser revistos, ter a inclusão, escolas com inclusão, mas ter também para a criança que não consegue se adaptar nestas instituições, dependendo do grau de atipicidade, escolas especializadas gratuitas e estatais ou particulares. Sem medo de ser feliz, algumas crianças precisam de um tipo de tratamento diferenciado que a escola normal não consegue dar? Nos dias de hoje eu seria uma criança atípica, porque tenho disortografia, sou introspectiva e tinha pouca atenção as vezes, mas no meu tempo de criança isso tudo passava batido bastava tirar a média 7 e passar de ano, e não era muito fácil. Para mim, na memória já deturpada pelos anos tive boas e más experiências na escola, passei pelo rolo compressor. podia ter sido mais fácil? Não sei bem, acho que hoje esta enorme classificação de de síndromes atrapalha mais do que ajuda, há casos de crianças pequenas já tomando doses de ansiolíticos, antidepressivos e outras medicações que não sei se ajudam ou só criam mais problemas. A escola e a medicina tentam 'normalizar' as crianças a força de medicamentos ou de punições e normas para 'normais'. As crianças criativas sofrem para se adaptar a escola padronizada, talvez estas 'mães atípicas' devessem procurar escolas alternativas e adaptadas a seus filhos e não tentar mudar as escolas arcaicas, que ficaram fora da evolução da educação. Fernanda Blaya Figueiró

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