Reprimir a repressão policial abusiva.
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul é uma instituição séria e confiável, tem o apoio e a adminiração da população, mas não pode 'espancar e matar', como aconteceu em dois casos um de um torcedor e outro de um jovem. É preciso uma forte ação de repressão aos indivíduos que extrapolaram suas atribuições e se tornaram violentos, quase marginais.
É hora de fazer um pacto de boa conduta e separar o joio do trigo, os maus agentes dos bons. Fazer seminários, discutir os casos, falar sobre publicamente e a Justiça Militar colocar o limite e a devida punição. Não pode um jovem ser morto por policiais, se isso for a verdade, foi terrível e não pode voltar a acontecer.
A sociedade também deve preparar o cidadão para viver dentro dos limites da lei, não atacar a polícia ou resistir violentamente a prisão. Não sabemos ainda o que aconteceu nestes casos, e em outros, mas é preciso agir e retirar da corporação os soldados mal preparados ou desequilibrados, é preciso policiar sem oprimir, difícil, que o diga a educação, se os jovens fossem bem preparados nada disso aconteceria.
Como mudar a mentalidade dos batalhões?
A sociedade tem que participar dessa mudança para que ela seja efetiva, é preciso divulgar a verdade e saber o que aconteceu, para evitar novos casos.
Escrever sobre isso é chover no molhado, mas pode servir para alguma coisa.Não estamos em guerra, é preciso saber tudo o que aconteceu do momento em que antecedeu a chegada da viatura, a motivação do chamado, a queixa feita, a ação dos brigadianos, e o final trágico, em que ponto a "maionese desandou"? Em que momento uma abordagem corriqueira virou um crime?
Fernanda Blaya Figueiró
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