Brasil é um país violento: a taxa de homicídios é elevadíssima. Contém Spoiler.

Brasil é um país violento: a taxa de homicídios é elevadíssima. Contém Spoiler. Um jovem migrante do Congo foi assassinado brutalmente no Rio de Janeiro, sua mãe em uma das inúmeras entrevistas que abordaram o assunto disse algo como:"nos trouxeram para cá para que meus filhos não morressem no Congo..." Quem os trouxe para cá dizendo que seria um lugar sem violência mentiu, e aqui a sua família deve ter passado por muitas coisas horríveis, foi enganda. "De janeiro a setembro deste ano(2021), foram registradas 30.954 mortes violentas, contra 32.471nos mesmos meses de 2020. Ou seja, 1.517 a menos. Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte."... Essas mortes contabilizadas, fora os 'desaparecidos", as vítimas de 'tribunais do crime' e os 'acidentes simulados". Então amigos migrantes do mundo o Brasil é um país que convive com dados alarmantes sobre a falta de segurança pública, não tem como mensurar, mas a maioria destes óbitos tem como pano de fundo o mundo das drogas e seus desdobramentos. Ontem terminei de assistir a envolvente série Suburra e todos estes problemas tão comuns ao Brasil, violência, drogas, contrabandos, roubos, corrupção, que nos assutam, desfilaram em 3 temporadas pelo sub mundo de Roma e pelo poder oficial. A série é assustadoramente boa, ao terminar mudei para o noticiário e lá estava Moïse. Moisés, um nome sagrado, um dos muitos nomes de Deus, o covid, a corrupção, tudo lá desfilando na tela da TV, era cedo ainda e decidi assistir um filme, a realidade era mais assustadora do que a série . "O Violino do meu pai", um conto de fadas moderno e alentador, o filme critica os críticos, tudo bem, não sou crítica, sou espectadora da vida e sua arte, a performance mágica do protagonista lembrou um pouco o Violonista no Telhado, quase uma releitura deste, no auge do sucesso suas cicatrizes saltam como memória da infância. As diásporas e migrações fazem parte da humanidade e seus conflitos, para os meninos violentos de Roma, a menina fugindo pelas ruas de Istambul o jovem Moises a morte espera na esquina, as migrações colocam populações inteiras em movimento e onde elas chegam já há regras, ocupação de território, disputas violentas. Moises se colocou no caminho de gente violenta, num pedacinho minúsculo da areia da praia, os jovens do seriado disputavam palmo a palmo o submundo de uma das cidades mais belas do mundo, a menina disputava moedas com uma golpista na porta de um moderníssimo teatro, seu final mágico é digno dos grandes contos de fada. Rio, Roma, Istambul, Nova York, Tóquio, Brazzaville, Joanesburgo,Jerusalém,Kiev,Moscou,Déli,Paris, Londres,Santiago, Buenos Aires,Cali,Pequin, Seul, Sydney,Vancouver... Em nenhuma dessas grandes cidades Moises estaria plenamente seguro, porque a segurança absoluta não existe.Foi triste sua morte, espero que ajude a melhorar a situação dos migrantes que vieram ao Brasil, mas eles foram enganados lá em seu continente de origem,em sua cidade, seu país, lá onde a guerra já estáva ou está declarada,foi lá que foram traídos e atraídos para um deslocamento perigoso e violento. A diáspora africana atual e de outros continentes, etnias e povos é uma questão global, quantos venezuelanos encontram dificuldades em países estrangeiros, quantos brasileiros fogem de ganges violentas e bairros ou comunidades que só lhes oferecem a miséria, dor e morte, como aos jovens riquíssimos do seriado sobre o submundo. A forma melhor de evitar mortes violentas de migrantes em teritórios estrangeiros seria acabando com as guerras e guerrilhas em seus países de origem e freando esta diáspora artificial que cria crises, leva mortandade e tenta expandir território usando pessoas desesperadas. Aqui temos milhares de problemas, mas ainda somos livres para que cada um tenha sua religião, seu direito de ir e vir e a liberdade de expressão, para mim a morte de Moisés começou lá no seu continente de origem e foi 'planejada' por alguma mente perversa que precisa do 'Caos" da "Fauda" para vender drogas, armas e tomar territórios intra e extra nacionais. Para ajudar os migrantes é preciso tornar seus países de origem seguros e saudáveis. Uma parte dessa migração toda jamais voltará para seu território e onde chegou se adaptará e modificará a cultura local, essa é a parte da natureza. O Brasil não é melhor, nem pior do que outras Nações é parte do mundo e o problema Moisés é global. Em ano de eleições ele pode ser o pescoço quebrado com o da Condesa, que pode mudar os rumos, infelizmente. O bom, o justo, o correto seria que a corrupção fosse domada, mas ela é um mal dos piores da atualidade e gera muito dinheiro. Que Jesus, Maria, Alá,Deus, Buda, os Orixás, as energias boas do mundo levem o pobre Moisés para o céu, o paraíso, a vida além da vida, que acredito exista e sua breve passagem por aqui seja lembrada para mudar a realidade trágica desta 'nova escravidão e massacre de povos". Fernada Blaya Figueiró

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