Abençoada chuva.

Abençoada chuva. A tão desejada chuva veio , aqui em Viamão farta e refrescante, espero que tenha sido assim no estado inteiro, para o campo se recuperar e a economia também. Estou sem criatividade há alguns dias, então vou fazer um exercício de imaginação para ajudar, tem uma técnica que é a de usar uma notícia, então vou misturar algo da TV com algo da vida real,mas com muita ficção. Um amor perdido no aeroporto. Amores são amores, sejam ele animados ou inanimados, amados, humanos ou não, amores são importantes. Há vinte dias um amor foi perdido no aeroporto, um amor de quatro patas vaga indefeso em uma grande cidade, onde andará? Pode alguém ter o encontrado e estar com ele, para o desespero de seus tutores? Pode, alguém pode ter recolhido e acolhido este amor anônimo e estar cuidando dele. Pode ter cruzado ruas, pode perâmbular procurando abrigo, comida e água... Um amor perdido, um coração partido, estão esperando por um milagre. Quantas crianças, jovens, idosos, cãe e gatos se perdem todos os anos? Quem por acaso encontra, acolhe, cuida que culpa tem? Dia 1, ploft, a caixa caiu da esteira e rompeu a tramela, ou o amor se assustou e forçou a pequena portinha, pode um espírito endemoniado ter 'brincado' com a vida alheia e aberto a cancela por pura maldade? Ainda não sabemos, mas logo saberemos, pois vão surgir imagens, vão ser descobertos os detalhes. São Francisco, em sua bondade e piedade intercedei por este amor de quatro patas, que encontre o caminho de casa, que seja solucionado o seu problema. Dias depois e nada acontece, hoje são vinte os dias passados e a esperança começa a perder força. Fogos de ano novo, susto e mais susto, onde, onde andará? Todos os males foram soltos nessa abertura de caixa, neste episódio repetido da história, só a esperança ficou pendurada e agora até ela se dissipa, como névoa ao meio dia. São Francisco, de puro amor, interceda por esta pequena vida, por este amor antigo. Onde andará, por onde passou, com suas pernas longas, passos firmes e acelerados? Vinte dias vagando pelas perigosas ruas de uma metrópole, teria chegado ao mar? Quando se dá a um amor o nome de Pandora é de se imaginar que caixa alguma a deteria, que sua curiosidade não permitiria, mas que a esperança nela permaneceria. Hoje ninguém mais acredita na mão oculta do destino, nas forças da natureza, ou no Divino. Eu ainda acredito nestas coisas todas,Pandora há de voltar com suas cicatrizes e dores, voltar aos seus amores antigos, neste plano ou no além, lá onde tudo é resolvido e pacificado. Se algém viu esta alminha perdida, se alguém por ventura uma coleira colocou, com a boa vontade dos bons, por favor, devolva ela a sua vida antiga. Quem a ela acolher lembre das desventuras que passou e entenda sua angústia, suas rusgas e mordidas. Eu tenho aqui comigo, um Valdivinha há mais ou menos 6 anos,antes não era meu. Uma Pretinha que vivia nas praças do bairro Nonoai, a Branquinha que herdei com amor, em outros tempos acolhi outros cães, de seus passados nada sei, mas aqui foram acolhidos com amor. Tequila recentemente se perdeu e logo foi encontrada, uma docura fofinha, branca e preta, também a sua casa rapidamente retornou. Não solte seus bichinhos eles podem um dia não voltar e nem é por maldade, as vezes é pura piedade e amor. Volte Pandora, se ainda puder volte... Talvez hoje ela atenda por Malhada, Chiquinha,Rapidinha... Talvez hoje seja o anjo numa casa pequena que precisava de amor, talvez seja a guarda de uma criança sapeca, a companhia de uma senhora sem TV, pois nem todo mundo se liga assim. Pode na mata fechada ter voltado a ser caçadora e viva em matilha. São Francisco, cuida deste amor neste ou no outro mundo.Pandora, se puder volte, só se ainda puder... Fernanda Blaya Figueiró

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