Mudando de assunto.
Nenhum escritor ou artista é normal, podemos até parecer levemente normais, mas pessoas normais não escrevem sobre suas ideias, pensamentos, sentimentos, o normal de quem escreve é ser anormal. A mente da gente é um mecanismo maravilhoso, difícil de entender, andei um pouco estressada, agora já passou, volto ao meu estado normal anomalo de escrita criativa. Acho que tive uma leve dissociação por estresse e nervosismo, a mente parece que foje, parece que uma 'força' toma as redeas do pensamento e fico com pequenos lápsos de memória, alterei depressão cansaço sonolência com euforia, aceleração do pensamento,até 'normalizar', para mim esse é o meu normal. Uma parte de mim acha que devo esconder essa característica,outra que devo falar e desmistificar, tenho isso desde de pequena, um sonhar acordada que adoro, mas que as vezes vira ou tristeza ou euforia, as pessoas tem medo disso, mas é da natureza, é algo natural, por isso somos cheios de hormônios e de fases da vida, não somos um só ser ao longo da nossa breve existência. Andei um pouco presa a Terra, e necessito 'divagar' um pouco, atingir a famosa 'insustentável leveza do ser'... Uma parte de mim quer ir para um lado e outra para o outro, a gazela e o leopardo, quem somos? Os dois, em algum momento precisamos ser leopardo, em outro gazela, um tenta dominar o outro e ambos habitam nossa mente e corpo. Estas imagens precisam coexistir pacificamente, as vezes isso acontece, mas as vezes uma desperta mais esfomeada do que a outra, querendo se sobrepor. Eu, Fernanda, sou a soma destas memórias distorcidas do presente, do passado e do futuro.Algumas memórias precisam desaparecer e outras serem construídas para seguir em frente.Isso tudo é natural, é parte da jornada, a sociedade atual exige muito das pessoas e isso tem que mudar, é preciso 'despirocar' as vezes, não levem a sério isso é tudo experiência de vida. Todo mundo 'sai da casinha' em algum momento, eu saio e volto rápido, já tenho 'milhas acumuladas', demorei um pouco para identificar, parecia algo novo, mas era só a mesma coisa de sempre, ansiedade pós depressão leve, claro que isso vai deixando sulcos e calos, mas é a vida, é bonita e é bonita.
Mudando de assunto então, assisti uma excelente série Boru: Esquadrão Lobo, sobre um grupo ou força tática especial de combate ao terrorismo na Turquia, poderiamos dizer que o outro lado da "casa de papel", o lado do Estado e suas ações. Sei muito pouco sobre a história da Turquia, mas se parece um pouco com a do Brasil, somos conservadores em alguns aspectos e eles também, e temos conflitos profundos, lá parece que as questões político sociais são mais ligadas a questões religiosas(combate ao Estado Islâmico) e estrangeiras, aqui parece que é mais o combate ao mundo das drogas e desregramento,e questões internas, mas ambas são demandas ideológicas. Lá a disputa pelo poder levou a restrições a liberdade, aqui estamos ainda mais democráticos, mas precisamos defender essa liberdade e as eleições, para evitar chegar a um governo 'mão forte'. Não acredito que o Jararacão será candidato, porque seria uma vergonha e se for não acredito em pesquisa alguma, é preciso ficar atento e manter a paz, mas como? Fortalecendo as instituições, retificando suas competências e retirando os vícios e a corrupção. Parece fácil,mas não é. Saberemos o que vai ser das eleições só lá por maio, até lá são todos 'pré-candidatos', aqui não precisamos de mártires, nem de heróis, precisamos de serenidade. A fala contundente do líder na série que leva a uma ação de guerra parece com o que alguns extremistas tentaram fazer em 7 de setembro. Levar o Presidente a dar um ultimato, por sorte foi contornado o mal estar, que sirva de 'lição' para todos nós. Haverá eleições, serão sujas e disputadíssimas, quem vencer terá que cumprir a Constituição Federal, sem deturpações e tudo dará certo. Na Turquia não sei como estão as coisas e nem o que levou uma parcela da população a rebeldia,e logo a repressão severa, na série parece que estrangeiros estariam 'minando' as relações e o terrível Islã, não toda e religião só alguns fanáticos manipulados e manipuladores, tentando impor seus dogmas ultrapassados e violentos no país, essas questões todas parecem presentes em tudo.
Essa tensão constante nos afeta a todos, cada um reage de um jeito, isso é a vida acontecendo e estamos nela, somos parte deste tempo que parece pior do que os outros mas é só o mesmo de sempre. Funcionamos,nós individalmente e como sociedade em ciclos, a eterna mutação.
Fernanda Blaya Figueiró
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