Combate pesado ao tráfico de drogas na minha cidade: Parabéns polícia!!
Hoje lá pelas 5h começou um barulho de helicópteros no ar, então já deu para perceber que algo acontecia, que bom, a polícia batia na porta da bandidagem, sem sirenes, então pegou o pessoal dormindo, prenderam e parece que foi um sucesso.
As drogas são o maior problema da sociedade moderna, que vem de séculos e séculos de combate, fica cada dia pior e seu feito é arrasador nas famílias e comunidades. Legalizar ou não é uma assunto que divide a população, eu acredito que legalizar a maconha poderia diminuir a violência em sua comercialização e tirar das mãos da bandidagem, criando políticas públicas de saúde para amparar os drogados,cobrar impostos para gerenciar os efeitos nocivos e evitar a formação de bocas de fumo, que virariam lojas, clubes, farmácias. As outras com certeza continuariam levando milhares de pessoas ao caminho da cova, passando por morar nas ruas, destruir as famílias, roubar, matar ou outras coisas que os drogados desesperados fazem para manter seus corpos entorpecidos. Não legalizar é continuar nesso jogo de gato e rato, a polícia prende, o crime se adapta, os consumidores buscam outras fontes, a Justiça solta, os bandidos tentam retomar seus terrítórios ou criar novos, alguém fomenta isso tudo enviando cargas e cargas de narcóticos, armas e dinheiro sujo, que é lavado; então o consumidor não sabe se está pedindo um lanche, comprando um carro, um móvel, um sapato, quente ou frio, se está no fundo sendo cliente de lojas de fachada. Resolver essa equação ajudaria muito a desvendar a natureza das relações sociais, comerciais e a combater a maldita desigualdade social que leva milhares de trabalhadores para esse 'mercado negro da morte" que é o mundo das drogas e contrabando.
Que bom que a polícia fez sua parte e agiu para frear e coibir o tráfico de drogas na cidade de Viamão e imediações, agora seria preciso a Secretaria de Saúde identificar, tratar e dar apoio aos consumidores, pois são quilos e quilos de drogas que são vendidas em pequenos pacotinhos, cada um deles vai para um viciado, por tele entrega ou buscado na fonte. Então para cada pacotinho tem um drama, um pai ou mãe de família violento e emtorpecido, um filho ou filha rebelde e no caminho do mal, um idoso ou idosa, um profissional, um trabalhador, um padre, um Juíz, vai saber? Quem é o outro lado da moeda, quem compra isso tudo e sustenta o crime, esta pessoa, o usuário, no Brasil não pode ser preso, não pode ser identificado, então a conta nunca fecha. A polícia prende os vendedores e mantém o público pagante, os donos reias de tudo isso, que vivem talvez na Colômbia, Bolívia,Paraguai, Rio de Janeiro , São Paulo, eles cooptam outros bandidos descartáveis e criam uma nova rede rapidamente, eliminam as vezes os que já não servem e seguem seus esquemas. Será que tem agentes públicos ou políticos envolvidos? Será que a rede de lavagem desse dinheiro todo some? Ou outros laranjas assumem? É uma guerra de cães e gatos, acho.
Pelo que eu, como moradora lembro, faz uns 10 anos aqui em Viamão que essa mini guerra começou, lembro de dois nomes que achei engraçado na época, "Zóio", "Calcinha"... Que foram bandidos da São Lucas mortos em confronto com bandidos da Augusta e da Bonja, em Porto Alegre, um grupinho que mandava na Ponte da CEEE na avenida Ipiranga. Aqui no nosso condomínio na época entraram armados tipo cangaço numa das fases, o pessoal se apavorou, fecharam um portão que havia, um beco de servidão, foi uma polêmica, no fim as pessoas incomodadas fizeram o certo: venderam suas casas e foram embora e ficou o dito pelo não dito. De lá prá cá todo mundo passou a desconfiar de todo mundo, cada um em seu quadrado, ainda mais na pandemia, cada um em sua casa e cuidando de sua vida.
Eu não ia escrever sobre isso, mas espero há tempos que a Polícia vença esta guerra e Viamão volte a ser a cidade alegre e da paz que era a poucas décadas. Diria que aqui eu lembro mais ou menos das coisas, porque acompanhei pela Mídia, mas essa realidade ocupa o Brasil inteiro e vendo seriados estrangeiros a gente percebe que é meio que uma questão mundial pior que o Covid 19, essa violência social criada pelo mundo da drogadição.
É preciso agora chegar no consumidor e tratar, para que ele não continue alimentando essa roda de sofrimento.
Fernada Blaya Figueiró
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