Em tempos de guerra: Voluntariado pode ajudar.

Em tempos de guerra: Voluntariado pode ajudar. Pelo que li na imprensa as UTIs em Porto Alegre estão 100% utilizadas e há pacientes esperando, isso é bem comum, mas normalmente acontece no auge do inverno, basta ver matérias jornalísticas de anos anteriores. Se o caso é de colapso é preciso tomar atitudes proativas, como reabrir os hospitais de campanha com novos leitos, flexibilização do pessoal, em tempos de guerra o voluntariado pode ajudar e pessoas não tão aptas podem ser treinadas a exercerem as funções como socorristas, bombeiros, enfermeiros e médicos militares, estagiários dos cursos de medicina, enfermagem... Agatha Christie foi enfermeira de guerra, não era seu ofício mas foi treinada e ajudou, tem como melhorar o tratamento de doentes da gripe Coronavírus 19, evitando as complicações que causa a alguns pacientes. Um ano depois do início desta violenta virose a política está atrapalhando o combate, os médicos, como os juristas tomaram partido, uns são a favor de tratar o paciente logo que adoece, outros são contra devido ao uso político partidário da crise, a esquerda quer sangue e o maior número de mortos então é contra o uso de medicamentos porque o atual presidente é a favor. Isso é um absurdo imenso, uma burrice assustadora, já os médicos que acreditam que podem usar medicamentos e aliviar os sintomas preventivamente, antes que o paciente entre em situação aguda, temem usar a medicação e depois serem processados por uma Justiça que se tornou também parte da guerra ideológica. Muito triste isso tudo. Médicos e pacientes podem juntos decidir o tratamento, a vacinação por sorte avança e logo o pior da crise passa. O vírus pelo jeito vai ficar anos incomodando, como a zica, dengue, chicungunha, malária, febre amarela, AIDS, Câncer, meningite, rotavírus, H1N1 e suas milhares de mutações... Lembro de um terror midiático assim quando o Câncer era um atestado de óbito imediato, o paciente que fosse diagnosticado tinha que se preparar para uma morte iminente e dolorida... durante longos anos foi debatido e virou assunto em quase todos os jornais, "em breve a cura do Câncer será alcançada", e cada novo estudo ganhava ares sensacionalistas que ocuapavam a mente das pessoas causando Pânico e medo infundado. Sim é uma terrível doença,mas as pessoas não precisam viver uma vida inteira com a espada no pescoço temendo desenvolver este mal. Depois foi a meningite, atualmente o grande medo era o Alzheimer que aterrorizava e amedrontava as pessoas, uma doença comum do envelhecimento, ligada a longevidade, o lado ruim de viver longos anos, poder perder a consciência. Viemos ao mundo com prazo de validade, quando vence podemos ainda continuar aqui com artifícios, remédios, cirurgias, próteses,vacinas, mas um dia vamos embora. A gripe deste último ano foi severíssima, nova, há quem diga que fruto de tentativas de criar vacinas, ou seja um erro, não sei se isso terá como comprovar ou se foi só a mutação natural de um vírus que se adaptou ao tempo atual, aprendeu a viver em condições extremas pois aparece no frio e no calor, não reage aos medicamentos conhecidos ou talvez reaja, é preciso ver nos casos graves que internam se o paciente fez ou não uso de medicamentos tanto os que se salvaram como os que morreram, porque se o tratamento preventivo funciona e não é usado podem doentes ter morrido por não aceitar o tratamento, que pode não ser efetivo para alguns organismos e ser para outros. O bom mesmo seria a ideologia político partidária sair das UTIs, dos Tribunais, dos Jornais, e ficar só na política, nas plataformas dos partidos, mas isso não vai acontecer. Você se adoecer fará ou não o uso de medicamentos? Ou vai esperar a pneumonia e outras complicações decorrentes do covid te matar? E se fizer uso e morrer, você é culpado? Os hospitais precisam de voluntários se for preciso para ajudar na organização, na higienização, segurança para que os médicos atuem em paz de espírito e façam o que sabem. Estamos na nossa "Peste Negra" então é o desafio maior deste início de século, milênio, talvez morram mais pessoas que nas grandes guerras anteriores, é o nosso fado, vamos viver isso e esperar que a vacina funcione e passe essa ameaça global logo. A economia está já se reinventando, o povo aprendeu a viver com esse abre e fecha, muitas empresas estão pior do que as UTIs e vão gerar muita miséria, esta pode matar também muita gente, então parem de estressar os médicos e deixem o ódio do atual governo ou a idolatria fora dos hospitais. Os agentes da Justiça deveriam também serem mais isentos e menos patidários ao tomarem decisões que amedrontam os médicos e os gestores que precisam comprar os remédios e temem serem presos por acreditar que funcionam. Eu, se pegar o vírus provavelmente terei complicações porque sou gorda e tenho já 52 anos, se precisar vou tomar hidroxicloroquina, azitromicina, vitamina, isso que odeio tomar remédios, se der para ficar só numa aspirina, beleza. A questão agora acho que nem é se vou pegar e sim quando pegar, porque todo mundo vai pegar esse vírus. Se não sobreviver foi uma longa e bela vida com altos e baixos, vou descobrir se esse trem segue do outro lado ou se termina aqui, no caso não vou saber porque acaba. Aos que ficam acredito que logo esta peste passa, como sempre aconteceu, o arco íris ilumina o horrizonte e a pombinha branca da Paz trás no bico um raminho de esperança. A humanidade se renova e logo começam novamente as grandes intrigas e novas guerras, é o nosso ciclo, nossa eterna mutação. Fernanda Blaya Figueiró

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