Documentário "Vida após a morte'. Spoiler.
Ontem falava com uma amiga sobre o documentário Vida após a morte, do Netflix, eu adorei, ela viu um capítulo e gostou bastante, é católica e frequenta esporadicamente o espiritismo.
Fiquei na dúvida sobre se escreveria ou não sobre o assunto, já escrevi tantas vezes sobre o sobrenatural que fica repetitivo, cansativo, quem não acredita nem deveria ler. Ao pensar no assuto acho que não se pode e, nem deve, se preocupar com provas ou evidências. É um dogma de fé.As pessoas ou acreditam em vida após a morte ou não, ou acreditam na continuidade, no espíito ou não. Os relatos são lindos e emocionantes para quem gosto do assunto, não é preciso provar nada pensei e uma enorme e bela borloleta negra entrou na sala, pousou na porta e ficou alguns minutos, depois se aconchegou na chaminé da churrasqueira... Não sei se ficou ali ou se foi embora. Minha amiga disse "Minha mãe não gostava de borboletas pretas, seriam mau agouro". Não deve ter sido, foi uma boa visita, que queria conversar.
Eu acredito em espíritos, em vida após a morte, em comunicação entre os mundos, reencarnação, mediunidade, acho que aos poucos esses termos são mais aceitos e discutidos, se a pessoa acredita ou não é uma coisa pessoal.
Mediunidade não é para qualquer pessoa, pois pode ser difícil de lidar e manter a bondade no coração, tivemos aqui o terrível caso do Médium João de Deus, que supostamente molestava aguns de seus seguidores, foi preso e hoje deve viver o inferno na terra, ele se perdeu, talvez suas boas ações tenham sido todas anuladas por más condutas. É uma pena, ele pode até ter sido um bom médium e caiu na mais profunda desgraça. Mediunidade na minha opinião é uma capacidade que todos temos em algum momento e perdemos em outros, que algumas pessoas desenvolvem e sabem lidar com, mas outras se perdem em medo, manipulação do outro ou da verdade. Há bons e verdadeiros médiuns que podem um dia perderem a razão como foi o caso de João de Deus,ou fazerem a ponte entre este e o outro mundo e ajudarem as pessoas. Não sei se é bom insistir e alongar o luto, se as pessoas tem fé, não precisam de provas mirabolantes, com manifestações físicas, só uma boboleta pode fazer isso: - Oi, estamos aqui,parece que ela disse.Mesmo de forma torta foi um recado com significados diferentes para cada um.
Algumas pessoas são mais sensíveis que outras, só.
Viver para isso já acho um exagero, temos este mundo que já é enorme e difícil de entender, viver bem aqui, vai nos ajudar a viver bem lá e diminuir o peso da morte pode ser bom. Pode haver vida após a morte, então viva bem aqui, para ir bem para lá. O que é viver bem depende de cada um, de suas crenças e fé, borboletas nos visitando são para mim bons preságios, de boas coisas.
Nos dias de hoje cada um é livre para falar sobre suas experiências sem ser taxado de 'louco', ou de "doente mental', algo que cada vez mais está sendo ligado a questões fisiológicas, a mente e o corpo são um só e o mesmo tempo são separados, morre o corpo, a mente enquanto cérebro, parte do corpo, e a alma se liberta, volta para o cosmos, eu acredito nisso. Como? Em que momento, se volta para cá, tudo é possível, pode até morrer segundos após o corpo, ninguém sabe, então é excelente falar nisso. Eu nem deveria, mas minha amiga borboleta pousou na porta e me pareceu bom falar sobre. Na beira da praia ontem havia uma enorme tartaruga sem vida, ela para chegar aquele tamanho devia ter uns 50 anos, tenho 52, então acredito que esta gigante viveu longos e bons anos, algo aconteceu e quebrou seu casco, vindo dar na praia, não fotografei por respeito a essa senhora das águas, que devia estar ao lado do corpo brincando como tartaruguinha novinha. É a vida e a morte, assuntos sempre instigantes e enigmas eternos.
Fernanda Blaya Figueiró
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