Poesia me tirou do armário da literatura.
Minha cidade Natal completou 200 anos foi organizado um livro , nele estou, com o poema "Este pó nas minhas mãos" publicado inicialmente pela amiga Zaira Cantarelli na Coletânea Voo Independente 10, agora republicado, para minha alegria, no livro 200 anos Cachoeira do Sul,da Amicus. Ganhei meu exemplar do meu padrinho e logo vou estar com ele em mãos, muito obrigada.
Eu como todos os poetas, sou um tanto tímida e um pouco espalhafatosa, só resta saber quando,tenho um pouco de receio de 'sair do armário da literatura', porque é um lugar muito cômodo como sapatos velhos, Mario Quintana tem um poema, que agora não recordo, em que diz que as vezes é preciso sair dos sapatos velhos. Bem, eu tenho um pouco de medo de ser como "Susan Boyle" e ser esmagada por algum reconhecimento, tenho medo de travar e para destravar talvez falar sobre ajude. Como gosto do armário da literatura, como nas bibliotecas, aquelas fileiras todas de livros adormecidos, sem pó, mas sem leitura, sou assim, um livro guardado no armário, não eu, mas minha poesia, as vezes revisito eles todos os poemas e sinto uma falta enorme de cada um, as vezes penso porque a poesia me deixou por um tempo e sei a resposta: foi pela concretude da escrita política, é tudo muito sério e pesad. A leveza vem e depois nos abandona, relendo algumas antigas coisas, está tudo lá bem explicadinho. Procurava eu um poema que gosto muito, não era ele que tinha o que precisava, encontrei um poema de ano novo, que aproveito e reciclo... Ek9jihutr6e5432( Veterano tá com ciúmes que esto estou escrevendo e não brincadno com ele, pisou no teclado) a Glória de Ser, que pomposo poemeto,mas eu gosto dele, acho que era um eu poderoso naquele instante, a Glória do Ser... Que extravagância...Mas está alí meu medo escancarado.
Bem, tenho o do armário é "Ema e o Menino", eu sabia está na págian 31 do meu livro de poemas Arquivo Poético.
Escrevi tanto, mas tando que uma hora a poesia vai me chamar, espero que as luzes sejam brandas e não ofusquem meu olhar.
Fernanda Blaya Figueiró
Canto do Ano Novo
Conta o conto
Reza a lenda
Trança a renda
Por encomenda
Sempre estou
Onde deveria
Ano vai
Ano vem
Ano que vem
Vou correr estrada e
Subir o topo da mais alta
Montanha
Ano que vem
Traço planos de
Grandes feitos e
Conto os seus efeitos
Ano que vem
Traz na garupa
Grandes constelações e
Alinhamentos
Ano que vem
Tem história boa
Para contar ou
Encantar
Que venha o mágico
Ano com sua tropa de
Velhas novidades
Bem fresquinhas
Entro no ano com a
Força de São Jorge
A benção do Deus Menino
De Maria e José
Esqueço os erros e
Agradeço os acertos
Assim o ano novo
Será bendito
Fernanda Blaya Figueiró
A Glória de Ser
Quanta bela coisa já
Fez o Ser Humano
Quanta beleza
Já produziu a arte
A melhor colheita é a
Repartida, Compartilhada
Uma pequena pausa
Antecede os grandes movimentos
Neste momento estamos assim
Numa pausa entre dois movimentos
Não tão profunda que peça o aplauso
Nem tão tênue que seja despercebida
Não colherei os frutos da minha
Semeadura e isso tem um bom lado
A semente que dorme no ventre da
Terra por mais tempo desperta
Numa outra época
Testemunha dois mundos
Não estarei mais aqui quando estes versos forem lidos
Leio minhas antigas angústias e esperanças e
Não recordo a que história a que momento
Estão ligadas
Estou experimentando
Viver sem planos
Escrever para nada
Sem ideologia
Seria possível?
A Glória pela Glória de Ser
Fernanda Blaya Figueiró
18 de janeiro de 2011
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