Clarice Lispector, Chaya,

Nossa Maior Escritora completaria 100 anos, Clarice Lispector, Chaya, o melhor da literatura brasileira é ter essa diversidade de seres que compõe o nosso povo. Seres de todos os lugares, etnias, culturas, somos essas culturas todas. Parabéns, Clarice!!! Obrigada por dar o maravilhoso presente de sua magnífica obra ao povo brasileiro, por ter vindo,trazida pelo vento, para estas terras, repletas de vida e necessitadas de boas obras. Uma obra é o que fica, se boa, se ruim, se grande, se pequena, se pesada, se leve, se,se,se... Pouco importa, importa que aqui há vida, há drama, há pensamento dor e alegria. Para mim há fragmentos de sua obra impecáveis, acho que um conto em que uma dona de casa intelectual luta em conseguir equilibrar as compras da feira, enquanto sua vizinha tem o dom nesse quesito. Também uma cena, uma menina aperta entre as mãos um pintinho amarelo até que ele não se mexa mais... Não sei onde ou se é mesmo conto ou parte de romances, mas ler Clarice é difícil e dolorido, poque é parte de nós, cada uma de suas pessoas somos nós, somos todas nós, com seus e nossos defeitos e qualidades... Ler Clarice desafia a mente, se ela tivesse migrado para a Europa ou EUA seria hoje um ícone da Literatura Universal, mas é pernanbucana, para nossa sorte, para nossa alegria e possibilidade de entendimento. O Mundo não saberia ler coisas assim tão brasileiras, tão humanas. Se a gente aqui sabe um pouco de literatura devemos a essa Deusa, que nos ensinou que é possível falar sobre qualquer coisa.Eu quando pensei em escrever imaginava que é possível falar sobre qualquer coisa, é possível falar de qualquer forma, se vai interessar a alguém, pouco importa. Hoje não sei, não sei se é possível falar sobre qualquer coisa, o mundo está tacanha, os esquerdistas tem seus deuses esquerdistas intocáveis os direitistas também, os cientistas e as religiões todas querem apenas palmas, flores, donativos... Covid 19 vai resolver um grande problema que temos aqui e talvez no mundo todo, a Educação, será o fim do deserdício de energia e dinheiro que são os depósitos de crianças no Brasil, as crianças estudarão em casa, as que quiserem, sem o outro... Um mundo muito egoista pode sair disso, porque educar é também socializar e aceitar o outro e seus defeitos, domar a si e seus impulsos. Muitas crianças passaram dez meses no inferno de suas casas, com medo. Medo do Covid 19, de comprar legumes de mais e estragar ou de menos e faltar, vivemos uma guerra biológia nesse tempo, que envolveu o mundo inteiro,há teorias de que foi tudo armação. Há de que foi a Mãe Natureza querendo reduzir os danos e limitar a praga que nos tornamos para alguns ecossistemas. Há quem pense que foi Deus, outros que foi o Demônio, ou ainda que estamos entrando em extinção.Uma vez num poemeto escrevi que há cada cem anos há biologicamente uma nova Humanidade, porque em 100 anos grande parte dos seres já veio, vio,venceu e se foi. 100 anos teria nossa maior escritora, por favor nunca tirem isso do povo brasileiro que é lindo, forte, inteligente, que é composto de todas as gentes do mundo e tem aqui seu próprio viver, suas experiências. Se Clarice tivesse migrado para a Europa ou para os EUA ela seria outra, os medos atávicos seriam os mesmos, mas a leitura do mundo seria outra. Escrever é ler, e cada um pode ler e escrever do seu jeito, se ninguém ler pouco importa, importa é marcar a passagem, se for fazendo pão, criando gado, esninando, escrevendo, curando, tecendo pouco importa, estas coisas todas são a vida e fragmentos de um tempo, não existe literatura de barriga vazia ou de roupa suja, todas estas coisas são importantes e compõe a sociedade, um dia vamos poder cada um ser o que é, e viver assim com menos pressão e mais realização. Se Clarice era feliz? Por certo, nos momentos em que não era triste era feliz, como todos nós. Feliz Aniversário, Clarice a melhor escritora brasileira, nascida longe e amada aqui. Fernanda Blaya Figueiró P.S:"Encontrei e reli o conto: "A legião estrangeira"... Fazia quase 40 anos que não o lia, que lindo e imapctante, e é um conto de Natal. "Mas às vezes acordo do longo sono e volto-me com docilidade para o delicado abismo da desordem." Clarice, essa frase, essa frase me revelou o mundo, tinha eu uns 14 anos, lia Sarte, que louca, e seu conto o quarto e vivia eu no meu, vivia eu minha Catatonia, havia uma senhora linda Dona Marcia, ela me sacudia e dizia não é possível alguém ficar sentado no sofá por 4 a 5 horas, vai tomar sol... verdade, o sol, o Sarte e esse Conto, mais Eliz Regina e seu sofrer, fazem parte da minha descatatonia, como Dona Márcia. Nós poetas, loucos e escritores divavagamos assim... ainda tenho Catatonia as vezes, e Sofia Lorem meio que me assutou, mas lembrei sempre tive e sempre fui salva por Ofélia e por Pierre e por belas melodias, só que que nunca matei um pinto, acho..."

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