Descrédito dos políticos.

Descrédito dos políticos. A propaganda política mostra o quanto a classe política caiu em total descrédito, parece tudo falso e mentiroso, vai ser uma eleição sem graça. A sociedade está se reestruturando apesar dos políticos e da imprensa que bate matraca mas não informa mais só faz barulho, não tem mais efeito o noticiário, é só uma falácia. Tirando isso a vida segue seu curso, aos poucos a roda da economia voltou a girar e animar as pessoas, o pior da crise parece que passou, ficou um pouco de inflação e um encolhimento no consumo, mas logo tudo volta ao normal. Assusta muito a quantidade de golpes financeiros que são noticiados, é muita gente tentando viver as custas do outro,os principais alvos se tornaram os idosos, por sua fragilidade física e emocional acabam sendo vítimas fáceis de bandidos é preciso ficar atento e evitar que caiam na conversa fiada dos golpistas. Este ano sem feira do livro em Porto Alegre foi triste, estariam as bancas agora na praça com muita gente em busca de livros e de conviver, pois muito dos eventos literários e artísticos consistem em estar vivo e compartilhar a experiência com outras pessoas. Eu desisti há muito da escrita literária e de tentar entender o ser humano agora só estou passando pelo mundo plenamente e sei da transitoriedade dessa passagem. Este fim de semana assisti a uma série sobre um persoangem de um livro que nunca li e nem tenho vontade de ler "Um estranho no ninho", a série tenta recompor a vida de uma das personagens, a enfermeira Ratchet, e faz um passeio monótono sobre a maldade humana e os fracassos na tentativa de cura dos 'doentes mentais' algo que um dia vai ainda ser superado como o conceito de escravidão, muito do que se diz uma doença na verdade é a natureza humana se rebelando contra as 'jaulas' criadas pela sociedade.A maldade pura e sem disfarce faz da série um tormento,impecável na reconstituição da época, exagerada nas cores e ostentação dos lugares,um excesso de sons,uma banalização da maldade e da morte, cheia de esteriótipos e cliches psiquiátricos, quando não termina a série, indicando uma segunda temporada, o expectador fica sem saber se assistiu a uma paródia, uma tragicomédia ou um festival de horrores não horríveis. Arrastada a trama parece que se perde, não sei ainda porque assisti tudo, talvez se conhecesse a ṕersonagem dentro de seu contexto verdadeiro teria entendido melhor o enredo e sua caricaturização. Fernanda Blaya Figueiró

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