Patrulha ideológica em tempos de eleições.


Patrulha ideológica em tempos de eleições.

"Ou ainda colocando pessoas com pontos no ouvido tentando envolver escritores ou escritoras em tramas muito manjadas? Não me venha plantar mendigos que esses conheço bem, não sei quem ou porque intento busca invadir o universo mágico da escrita criativa. Se tens alguma profunda dúvida pergunte, o máximo que pode acontecer é não ter respostas." Fernanda Blaya Figueiró conto Uma errata, em 28.01.2018... Achei que fazia mais tempo que escrevi este continho, na época peguei um ônibus para ira a Porto Alegre, nunca dirijo lá pois o trânsito é muito louco e congestionado, sempre vou ou de carona ou de ônibus, bem ao meu lado sentou uma moça muito bem arrumada e eloquente, falando sobre tudo, parecia que estava com um ponto no ouvido, ela falava sobre politica e parecia que queria que eu falsse algo em específico, sou escolada, escrevo há muito tempo, sei que alguns partidos policiam as pessoas e tentam influenciar, acho que por algum tempo algumas coisas que escrevi vinham com esse patrulhamento ideológico, uma tentativa de influenciar a escrtia ou inibir alguns assuntos. Bem a moça "se entregou" quando falou no gande movimento de 1688, se eu sabia daquela baita greve, uma fala de sindicalista ,e eu imaginando a greve dos índios em 1688, acredito que alguém tenha dito para ela falar na abolição da escravatura no caso 1888, ela deve ter ouvido errado, tem quem ache que isso é loucura que ninguém faria isso, mas é verdade e acontece, claro que a gente fica mais receosso de escrever livremente.
Agora haverão eleições Minicipais, este ano já informo o pessoal que não vou escrever nada. Com o confinamento as pessoas saíram das ruas, eu sinto falta de andar pelas cidades e ter estas bizarras histórias para conta. Um dia as ruas voltam a normalidade e estes personagens das cidades voltam a fluir, eu desisti há muito tempo da poesia, sinto uma enorme falta dessa liberdade da escrita criativa, a arte está sofrendo no nosso temṕo, os grandes artistas se vincularam com as ideologias, os pequenos tentam coisa novas, mas não tem espaço, nesse mundo vigiado.
A Justiça Eleitoral faz propaganda falando da responsabilidade do que se compatilha, isso é bom, mas deveriam também cuidar da qualidade e da revalorização tanto de partidos, quanto de políticos, pois parece que são todos corruptos, como afirmou o ex Presidente Jararacão, e se assim for porque se importar? Se toda a política é podre significa que as instituições e a imprensa também são pois é tudo parte da mesma coisa, que é a nossa sociedade.
Este ano não conheço ainda e não tenho nenhum candidato ou vontade de conhecer ou de saber dos partidos, que parece terem se tornado fontes de lavagem de dinheiro sujo.
Que aconteçam as eleições da forma menos corrompida possível.
Não divulgue falsas notícias e nem se deixe levar por falsas promessas, deixem os políticos, os jornalsitas e as instituições brigarem entre sí.
Não é "mania de perseguição" alguns escritores são perseguidos fisicamente pelas ruas, não só virtualmente. Mario Quintana teria dito a um anônimo uma vez que tudo o que ele dizia virava assunto, que onde ia tinha alguém falando coisas que queria que ele escrevesse, devia ser cansativo. Os grandes escritores devem sofrer com isso, eu desisti há tempo dessa coisa de ser escritora, é muito chato. Outros poetas, alguns leitores e curiosos esperam que a pessoa seja poeta o tempo todo e tem horas que a gente não é e acaba sendo chato, eu gosto de andar em solitude e apreciando as coisas cotidianas, faz falta poder andar livremente pelas cidades.


Fernanda Blaya Figueiró

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