Educação...


Educação...

Investir em educação com mais sabedoria e controle, só cortar recursos de um lado e alocar em outro não resolve nada, é preciso fiscalizar e acompanhar o uso das verbas públicas, muitos Municípios usam mau as verbas, e são eles os responsáveis pela educação infantil, os Estados pela educação fundamental e ensino médio e a União no ensino superior, o Sistema deveria funcionar, mas não é isso que acontece. Muitos municípios acabam só 'reformando' as escolas e não se ocupando da educação das crianças, não aumentam o número de vagas, nem acompanham o desenvolvimento dos alunos, a relação entre número de vagas e demanda, a qualificação dos professores, o comprometimento das famílias... Não há planejamento familiar, ou preocupação com o bem estar das crianças, muitas passam pelo sistema e não aprendem nem o básico.
Redistribuir as verbas pode ajudar, mas cada escola deveria fazer a sua parte, assim como as universidades que podem e devem justificar a sua importância, buscar parcerias, se modernizar, sair da 'zona de conforto', pois algo precisa mudar e esse debate tem que ter a participação de todos, os recursos da educação não são bem administrados, o esforço que a sociedade faz não resulta em cidadão melhores, nem em bons profissionais, isso tem que mudar. Não pode ser transformado em 'cabo de força', os dados são alarmantes, como melhorar? Há desperdícios de verbas, há superfaturamento em compras de livros, merenda, tinta, material pedagógico? Há 'pesquisas' que não rendem, há cursos defasados, sem demanda? Há doutrinação política? Há professores ou funcionários fantasmas, que não aparecem no trabalho? Matrículas falsas de alunos , só para atingir números e acessar determinadas verbas e projetos? Há fraude nas avaliações? Os alunos aprendem, são ensinados, no que está sendo cobrado deles em exames? Qual é a qualidade do serviço prestado pelas instituições públicas de ensino? Há segurança para o aluno frequentar o sistema de ensino? Há pontos de venda de drogas ou outras formas de violência dentro ou próximo das escolas? Há modernização do conteúdo e utilização das ferramentas didáticas da atualidade?
A polarização política focou durante a campanha eleitoral estas questões todas, porque ao longo de anos os dados foram decaindo, a situação do ensino e das escolas foi sendo pintada como caótica, porque foi ficando caótica, a quantidade de verbas mau utilizadas e fiscalizadas é impressionante, tem escândalos de todo tipo, de bolsas de ensino superfaturadas, de merenda, obras paralisadas, edificações fantasmas, descasos de todos os tipos... Isso tudo foi 'mobilizando' a população que quer um ensino melhor para que a juventude possa progredir e ter boas condições de emprego, empreendedorismo, renda e principalmente consigam quebrar o ciclo de violência urbana e drogadição que muitas famílias vivem, além de respeito as diferenças e liberdade de expressão, liberdade religiosa. O contexto das comunidades mudou e a escola não, ficou para trás. Como melhorar? O governo vai enfrentar a resistência de quem não quer mudar e não admite os erros que levaram a esta crise no ensino, o diálogo deve ser parte da mudança. Ouvir os reitores, diretores, professores é fundamental para que as ações sejam eficientes. O corporativismo na educação é fortíssimo e tem que reavaliar a sua ação pois a sociedade merece respeito e o governo foi eleito para modificar o Estado, que não responde mais as necessidades da população. Uma mudança vai acontecer e o melhor é que professores, pais, alunos, funcionários, mídias façam parte dos esforços de transformação. Quanto custa ao Brasil o Sistema Nacional de Educação e que retorno este imenso investimento tem? É direito da sociedade pedir mudanças? É justificado o esforço ou desperdício? A sociedade quer bom retorno aos serviços que dispõe a população, o que pode gerar a segurança que todos almejam. Ninguém quer desemprego, mortandade, violência, drogadição, miséria, a população brasileira busca alternativas e mudar a educação é parte desse processo.

Fernanda Blaya Figueiró

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