Dois pesos, duas medidas, precisamos mudar isso.
É chato tocar em alguns assuntos pela dor que causam, mas é importante, sobre os últimos casos de 'acidentes', a Vale e o Flamengo foram tratados pela imprensa de forma diferente da Band, ou da empresa que contratou o jornalista Boechat para a palestra que proferiu e que culminou em sua morte acidental, um acidente do trabalho, já que ele estava indo para a emissora, ninguém disse " A Band sabia que o jornalista podia sofrer um acidente." ou "O helicóptero não era habilitado para taxi aéreo, a empresa tem responsabilidade nisso?"... É importante refletir sobre isso, eu havia escrito sobre essa diferença de tratamento um pouco antes do acidente, as emissoras de TV estão ultrapassando alguns limites e quase julgando tudo e todos, sua função é informar. Agora ouvi que a imprensa não acompanhou a vistoria no CT do Flamengo e acho isso correto, pois as autoridades competentes estão lá e vão repassar as informações para a imprensa que irá informar o público, já notei também uma saudável mudança nas notícias oficiais, os médicos estão repassando informações para o porta voz da Presidência e este está informando em coletiva a imprensa e o público.
Não acho que a Band foi negligente, acho que foi um acidente, mas a empresa tem que ter o mesmo tratamento que a Vale a o Flamengo, pois também assumiu o risco, assim como todo o contrato de trabalho tem riscos. Vale, Flamengo e Band perderam funcionários, no caso da Vale muitos outros cidadãos foram atingidos, no caso do Flamengo foram jovens o que é agravante, no caso da Band um funcionário, um prestador de serviço e um trabalhador de uma outra empresa foi atingido. Nenhuma destas empresas queria o fim trágico destes contratos, ou que acontecessem os acidentes, todas tem responsabilidades, direitos e deveres.
A imprensa no Brasil precisa voltar ao seu papel de informação, notícia e investigação jornalística até o ponto em que não prejudique os inquéritos e investigações oficiais.
Ter o mesmo tratamento para todos é importante, o Brasil está evoluindo e amadurecendo sua democracia, as instituições precisam funcionar e a imprensa ser livre, independente e o mais difícil isenta, não pode proteger uma empresa colega e crucificar as outras, se houve erros eles serão apurados, punidos e corrigidos, mas precisamos de empresas para ter empregos, e de segurança tanto para o empregador quanto para o empregado, para que o empreendedorismo aconteça num ambiente saudável, seguro, mas o risco sempre vai existir, oque não pode existir é o improviso, a gambiara, o puxadinho, a ação até o limite do suportável, como na barragem, ela passou da borda e transbordou?
Boechat pode ter sido vítima da correria, da carga excessiva de trabalho, da necessidade de ganhar mais e mais para sustentar a cara vida moderna, da pressão atual sobre as pessoas, tem algo de individual e algo de coletivo nesse seu acidente, vamos aproveitar o 'assunto' a 'pauta' para refletir.Uma mãe valente ficou sem o filho, uma família numerosa sem o pai, o publico sem seu comentarista. É a vida louca, muito louca da atualidade, ele deixou um legado em vídeos, em pensamento, textos, e agora essa pauta a ser discutida.
Fernanda Blaya Figueiró
É chato tocar em alguns assuntos pela dor que causam, mas é importante, sobre os últimos casos de 'acidentes', a Vale e o Flamengo foram tratados pela imprensa de forma diferente da Band, ou da empresa que contratou o jornalista Boechat para a palestra que proferiu e que culminou em sua morte acidental, um acidente do trabalho, já que ele estava indo para a emissora, ninguém disse " A Band sabia que o jornalista podia sofrer um acidente." ou "O helicóptero não era habilitado para taxi aéreo, a empresa tem responsabilidade nisso?"... É importante refletir sobre isso, eu havia escrito sobre essa diferença de tratamento um pouco antes do acidente, as emissoras de TV estão ultrapassando alguns limites e quase julgando tudo e todos, sua função é informar. Agora ouvi que a imprensa não acompanhou a vistoria no CT do Flamengo e acho isso correto, pois as autoridades competentes estão lá e vão repassar as informações para a imprensa que irá informar o público, já notei também uma saudável mudança nas notícias oficiais, os médicos estão repassando informações para o porta voz da Presidência e este está informando em coletiva a imprensa e o público.
Não acho que a Band foi negligente, acho que foi um acidente, mas a empresa tem que ter o mesmo tratamento que a Vale a o Flamengo, pois também assumiu o risco, assim como todo o contrato de trabalho tem riscos. Vale, Flamengo e Band perderam funcionários, no caso da Vale muitos outros cidadãos foram atingidos, no caso do Flamengo foram jovens o que é agravante, no caso da Band um funcionário, um prestador de serviço e um trabalhador de uma outra empresa foi atingido. Nenhuma destas empresas queria o fim trágico destes contratos, ou que acontecessem os acidentes, todas tem responsabilidades, direitos e deveres.
A imprensa no Brasil precisa voltar ao seu papel de informação, notícia e investigação jornalística até o ponto em que não prejudique os inquéritos e investigações oficiais.
Ter o mesmo tratamento para todos é importante, o Brasil está evoluindo e amadurecendo sua democracia, as instituições precisam funcionar e a imprensa ser livre, independente e o mais difícil isenta, não pode proteger uma empresa colega e crucificar as outras, se houve erros eles serão apurados, punidos e corrigidos, mas precisamos de empresas para ter empregos, e de segurança tanto para o empregador quanto para o empregado, para que o empreendedorismo aconteça num ambiente saudável, seguro, mas o risco sempre vai existir, oque não pode existir é o improviso, a gambiara, o puxadinho, a ação até o limite do suportável, como na barragem, ela passou da borda e transbordou?
Boechat pode ter sido vítima da correria, da carga excessiva de trabalho, da necessidade de ganhar mais e mais para sustentar a cara vida moderna, da pressão atual sobre as pessoas, tem algo de individual e algo de coletivo nesse seu acidente, vamos aproveitar o 'assunto' a 'pauta' para refletir.Uma mãe valente ficou sem o filho, uma família numerosa sem o pai, o publico sem seu comentarista. É a vida louca, muito louca da atualidade, ele deixou um legado em vídeos, em pensamento, textos, e agora essa pauta a ser discutida.
Fernanda Blaya Figueiró
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