O Som da Eternidade: Barcelona.


O Som da Eternidade: Barcelona.

Há alguns dias que tenho vontade de escrever sobre o Álbum Barcelona, fruto do delicado, atemporal e infinito amor de Monsserat e Freddie. Um amor fraterno cujo fio condutor foi a música. O Menino de Ouro tão fascinante e fascinado por sua Rainha Espanhola, tenho agora a breve lembrança de já haver escrito sobre isso, quem se aborrecer, por favor não leia... Simples.
Barcelona, cidade que não conheço fisicamente, mas pelos tributos a ela feitos, deixa de ser um lugar para se tornar um hino. O Brasil entra nisso só como Aquarela, daí vem nossa conexão, amamos a ópera pelos Três Tenores, pelos concertos da Juventude e por Disney e seu maestro camundongo.
“Se Deus quiser nos encontraremos novamente algum dia”.
Um sonho: os bons meninos e meninas do cinema poderiam nos brindar com esse épico...
Essa é uma criação literária e nós poetas e escritores, dos grandes ao pequenos, somos conduzidos pela mão da criação, ou do criador, somos criaturas criando arte, então me sinto compelida e escrever e receosa de não escrever a altura da magnitude da obra prima, que é o álbum. Então vou fazer o que fizeram os que me antecederam vou conversar com esta grande obra, porque é isso que fazemos, conversamos com os Mestres e eles nos guiam, nos conduzem. Se ficar ruim a culpa é nossa que não soubemos entender a mensagem.

Um sonho.
A vida demorou muito, mas muito para unir O Menino de Ouro a sua Rainha Espanhola. Em que tempo aconteceu este breve e explosivo encontro? No tempo da música, entre notas e partituras, sou analfabeta nessa linguagem, talvez saiba um pouco de matemática, que me parecem ser primas irmãs, mais sons e números do que números e letras, sendo que sons números e letras talvez sejam a mesma coisa. Não sei, mas, como isso tudo aconteceu?
Foi tudo um lindo sonho.
Sons, letras e números buscavam um segredo, vou lhes contar de imediato para que me corrijam se errada estiver, buscavam eles: O Som da Eternidade. Um oceano de emoções unindo corações, gerações e continentes.
Om, A, Ah, Alfa, Ômega, Phi, Tai, Clock, Clock, Ã...
Como sofreu o Menino de Ouro e sua angustiante procura, como foi amada a Rainha Espanhola ( lembrem-se somos Latino Americanos e olhando daqui há uma só Espanha, é enorme, como Portugal, Roma, e todos os Impérios, conto-lhes outro segredo, não existe Ex Império, existe mutação de coisas, mas tudo o que foi um dia criado e destruído continua, assim nos contava Borges, em seu Alefh, estaria ele correto?), foi muito amada e teve a bela vida do canto.
Um encanto? Como é sonho, como sonho é tudo é possível, sim foi tudo um grande encanto, com vara de condão , com maestros e compositores de todos os tempos atentos e soprando seus saberes, muitas vozes, muitas melodias, todos os dramas e as poesias.
Qual é o Som da Eternidade?Pasmem amigos: É o silêncio.
Quando a Rainha Espanhola deu seu último suspiro neste lado da vida, do lado de lá o Menino de Ouro ouviu o silêncio das Fadas, o espanto dos Duendes, a falta de som nas Asas dos Anjos. Assim que o túnel de Luz se abriu o vértice se formou e o vento chamou por ela. O fio condutor dessa história não foi a música dos Homens, foi a de Deus. Suas almas partidas se reencontraram nos mares do universo. Ascenderam juntos até a casa da música, ao éden ou ao Jardim onde todos os sonhos moram.
Nós? Ficamos aqui com o fruto do amor deles, a esperança de que sonhos se tornem realidade, que o Humano faça pazes com o Divino, que nossas diferenças se dissolvam e nos tornemos todos irmãos, em uma só Terra envolta por mar, a energia que nos une, a morte não existe. Somos eternos.
Viram só, até parece uma história soprada pelo Espírito do Natal... Esse danadinho, nessa época é ele quem manda, que posso fazer?
Fernanda Blaya Figueiro.



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