A Força da Idade, escolhi para o feriado.
Simone de Beauvoir foi uma grande escritora com certeza, que li pouco, li algo de Sarte, mais os contos, a Idade da Razão, nunca quis ler o Ser e o Nada, dela li fragmentos do Segundo Sexo. Assisti o impressionante Todos os Homens são mortais, transformado em filme. Gosto muito, mas muito mais de Saint Exupery, acho sua escrita muito mais elaborada. Gosto é gosto não se discute, literatura é estética e temos gostos, por alguns tipos de textos mais do que de outros. Mas, é preciso ler Simone porque o mundo está careta demais. Muito chato, um pouco de limites é preciso mas excesso, como todo excesso é doentio. Sexo é uma coisa boa, não é sujo, feio, fedorento, o corpo é um bom lugar para estar, fora dele existe a morte, que ela aborda muito no livro, não vou ler tudo ,é muita fofoca, essa intimidade toda parece um pouco voyer, mas as questões do porque escrever, porque? Elas são comuns a todos nós, que gostamos de ler e escrever.
Hoje o que o mundo quer? Ver o vídeo de Kevin Spacey, sua sedução de um jovem. Simone de Beauvoir sofreu a mesma acusação. Sexo e loucura são as duas coisas que mais vendem em arte, porque? Na página 510 ela relata um pouco essa situação. Estou sem vontade de digitar, me cansa, então vou fotografar.
O monólogo dele é provocativo, amor livre ou assédio sexual, onde fica o limite?
Liberdade, coisinha complicada essa, o que é a liberdade nos tempos de hoje?
Não vivemos guerras declaradas, mas dissimuladas.Os tratados entre os seres estão caducando?
" O único problema era ganhar a vida" Simone de Beauvoir.
Ganhar a vida, o pão nosso de cada dia. Qual é a idade da razão?
Em que momento os jovens são livres e responsáveis a ponto de autodeterminar suas vontades? Existe uma idade para cada coisa, ou elas se alternam, as idades? A vida é uma corrente de tempos ou areia onde as coisas se misturam, Existe uma Força da Idade? Exite uma idade sem força? Sem drama?
Ouço "volver a los diecisiete" com Violeta Parra. Aos dezessete eu já era mãe de gêmeos, e sabia exatamente tudo que queria, fiquei grávida no carnaval, aos dezesseis, bebíamos wisky com lança perfume ( sim usava-se muito isso na minha cidade natal e a gente não achava que era uma droga, achava um barato). Nunca gostei muito da sensação que essa droga dava, então não usei mais, depois daquele carnaval. Quem bebia assim direto eram os mais velhos, os caciques que ficavam nos 'espaços reservados', não recordo o nome...Sim: Camarotes. Mas, ninguém embriaga o outro, as pessoas bebem porque querem, talvez o meio influencie, mas é uma opção individual, tudo na vida é uma opção individual.
Todos os tempos tem seus desafios, há um movimento de criminalização do sexo e da juventude? No caso de João de Deus é uma coisa hedionda usar a fragilidade da doença para abusar de mulheres, usar a fé para enriquecer e montar um circo, onde Deus vira moeda. Mas, esse jovem o que esperava ao ir com um ator famoso para sua casa? Ganhar a vida?
Caminhos e descaminhos, rosas e espinhos...
Foram os abusos na liberdade que criaram o movimento de restrição a ela? Foi a doutrinação excessiva nas escolas que criou a vontade de uma escola apartidária?
Deus foi transformado em produto, porque? Pelas Fraternidades, as pessoas querem se sentir seguras, especiais, protegidas, pagam o dízimo, a água dos espíritos, para se sentirem parte, para serem parte de algo. Se não são parte ficam alijadas e se sentem desprotegidas, fora do sistema não tem lugar no mundo. As religiões todas comercializaram a fé, talvez porque ela seja assim mesmo, desde sempre. A sexualidade também, voltou a ser pecaminosa, tudo é pecaminoso ou traumático, e principalmente assunto, é o voyerismo coletivo que vivemos, como os famosos se comportam na cama? Coisa chata, ultrapassada, mas presente.
Construímos ídolos só pelo prazer de destruí-los... Erguemos estátuas para derrubá-las logo, logo em seguida. Vamos ir acompanhando como estas coisas todas vão evoluir, no que vão se tornar.
2018 está quase no fim.
Fernanda Blaya Figueiró
Simone de Beauvoir foi uma grande escritora com certeza, que li pouco, li algo de Sarte, mais os contos, a Idade da Razão, nunca quis ler o Ser e o Nada, dela li fragmentos do Segundo Sexo. Assisti o impressionante Todos os Homens são mortais, transformado em filme. Gosto muito, mas muito mais de Saint Exupery, acho sua escrita muito mais elaborada. Gosto é gosto não se discute, literatura é estética e temos gostos, por alguns tipos de textos mais do que de outros. Mas, é preciso ler Simone porque o mundo está careta demais. Muito chato, um pouco de limites é preciso mas excesso, como todo excesso é doentio. Sexo é uma coisa boa, não é sujo, feio, fedorento, o corpo é um bom lugar para estar, fora dele existe a morte, que ela aborda muito no livro, não vou ler tudo ,é muita fofoca, essa intimidade toda parece um pouco voyer, mas as questões do porque escrever, porque? Elas são comuns a todos nós, que gostamos de ler e escrever.
Hoje o que o mundo quer? Ver o vídeo de Kevin Spacey, sua sedução de um jovem. Simone de Beauvoir sofreu a mesma acusação. Sexo e loucura são as duas coisas que mais vendem em arte, porque? Na página 510 ela relata um pouco essa situação. Estou sem vontade de digitar, me cansa, então vou fotografar.
O monólogo dele é provocativo, amor livre ou assédio sexual, onde fica o limite?
Liberdade, coisinha complicada essa, o que é a liberdade nos tempos de hoje?
Não vivemos guerras declaradas, mas dissimuladas.Os tratados entre os seres estão caducando?
" O único problema era ganhar a vida" Simone de Beauvoir.
Ganhar a vida, o pão nosso de cada dia. Qual é a idade da razão?
Em que momento os jovens são livres e responsáveis a ponto de autodeterminar suas vontades? Existe uma idade para cada coisa, ou elas se alternam, as idades? A vida é uma corrente de tempos ou areia onde as coisas se misturam, Existe uma Força da Idade? Exite uma idade sem força? Sem drama?
Ouço "volver a los diecisiete" com Violeta Parra. Aos dezessete eu já era mãe de gêmeos, e sabia exatamente tudo que queria, fiquei grávida no carnaval, aos dezesseis, bebíamos wisky com lança perfume ( sim usava-se muito isso na minha cidade natal e a gente não achava que era uma droga, achava um barato). Nunca gostei muito da sensação que essa droga dava, então não usei mais, depois daquele carnaval. Quem bebia assim direto eram os mais velhos, os caciques que ficavam nos 'espaços reservados', não recordo o nome...Sim: Camarotes. Mas, ninguém embriaga o outro, as pessoas bebem porque querem, talvez o meio influencie, mas é uma opção individual, tudo na vida é uma opção individual.
Todos os tempos tem seus desafios, há um movimento de criminalização do sexo e da juventude? No caso de João de Deus é uma coisa hedionda usar a fragilidade da doença para abusar de mulheres, usar a fé para enriquecer e montar um circo, onde Deus vira moeda. Mas, esse jovem o que esperava ao ir com um ator famoso para sua casa? Ganhar a vida?
Caminhos e descaminhos, rosas e espinhos...
Foram os abusos na liberdade que criaram o movimento de restrição a ela? Foi a doutrinação excessiva nas escolas que criou a vontade de uma escola apartidária?
Deus foi transformado em produto, porque? Pelas Fraternidades, as pessoas querem se sentir seguras, especiais, protegidas, pagam o dízimo, a água dos espíritos, para se sentirem parte, para serem parte de algo. Se não são parte ficam alijadas e se sentem desprotegidas, fora do sistema não tem lugar no mundo. As religiões todas comercializaram a fé, talvez porque ela seja assim mesmo, desde sempre. A sexualidade também, voltou a ser pecaminosa, tudo é pecaminoso ou traumático, e principalmente assunto, é o voyerismo coletivo que vivemos, como os famosos se comportam na cama? Coisa chata, ultrapassada, mas presente.
Construímos ídolos só pelo prazer de destruí-los... Erguemos estátuas para derrubá-las logo, logo em seguida. Vamos ir acompanhando como estas coisas todas vão evoluir, no que vão se tornar.
2018 está quase no fim.
Fernanda Blaya Figueiró


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