Orçamento Artificial é o outro nome para corrupção.
A imprensa está abordando ainda a questão do Museu Nacional, agora estão criticando a lei de responsabilidade fiscal que não permite "Orçamentos Artificiais", que na verdade é o outro nome para a corrupção, ou seja a Universidade Federal não pode inventar um orçamento, ela tem que comprovar seus gastos e isso é certo. Ficam algumas questões: o Museu Nacional pode ter sido negligenciado porque os seus recursos foram desviados? Houve uso políticos do incêndio? Se a Universidade não tem como manter o acervo porque não propõe a privatização da área? Qual a responsabilidade de cada um: Estado, Município e União com respeito a preservação do patrimônio histórico?
A burocracia é sim um problema na gestão pública brasileira, mas a corrupção também, então o que falta é 'confiabilidade' nos investimentos, basta ver que parte da população está sendo iludida de que Lula Jararaca é inocente, ele não é, usou as verbas públicas como se fossem suas, usou verbas do BNDES que seriam para a manutenção da infra estrutura e o desenvolvimento do país para fomentar negócios ilícitos como a polícia vem demonstrando e investigando.
Ninguém se importa com a Cultura porque o orçamento é baixo, logo as possibilidades de desvio são menores, já a Educação é a prima rica que mesmo tendo um orçamento muito maior apresenta resultados horríveis, pois as verbas que seriam para educar a população são desviadas com "orçamentos artificiais". Então um quilo de frango que no mercado custa R$ 6,00, na merenda da escola pública custa R$12,00, o mesmo com todo o material, logo as escolas são pintadas todos os anos para que alguém venda tinta por 2 ou 3 vezes mais do que custa e os alunos são o que menos importa. Livros são comprados, empilhados e descartados para que se vendam novos, as vezes vão fora sem nunca chegarem as mãos de um só aluno . No Museu o que acaba menos importando é o acervo, que como os alunos não serve para fachada de despesas, a fome das crianças serve, a aprendizagem não, a escola ou o museu acabam existindo para gerar dinheiro e propina, servir de cabide de emprego para CCs e cabos eleitorais. Isso precisa mudar. É preciso resgatar a importância da educação, não permitir que as escolas, as bibliotecas, os museus, os centros de cultura sejam depósitos de crianças, elas tem que ser locais de desenvolvimento humano e aprendizagem.
Outra coisa artificial que vimos nascer foi a reinvenção do ódio racial, Mandela teria lutado ao sair da cadeia para que o ódio entre raças fosse superado de ambos os lados na África do Sul, para tentar construir uma nação melhor. Aqui de um tempo para cá houve uma tentativa de criar divisões: o ódio a Classe Média, ódio aos Ricos, ódio aos Pobres, aos Favelados, aos Homossexuais, aos Heterossexuais, aos Religiosos, entre as diferentes Religiões, ódio aos Políticos, aos Apolíticos, aos Diferentes, as diferentes Raças, etc... As vezes até disfarçado de 'conscientização', como por exemplo, algo que tenho ouvido muito: a violência urbana tem como maiores vítimas jovens negros, isso é verdade? Não vai faltar algum fundamentalista que chegue a ideia de que então é preciso acabar com essa população, olhem que perigo é isso, e nem é verdade, basta ver a quantidade de crimes contra a mulher, que acontecem em todas as classes sociais, em todas as etnias, ou descendentes de pessoas de todos os continentes, pois somos todos aqui imigrantes e miscigenados, todas as idades....
Então para corrigir algumas distorções é preciso recolocar as coisas no lugar, o Museu Nacional deveria ter tido uma maior atenção, quem, quando e como foram os responsáveis direta e indiretamente pelo incêndio? Porque se havia uma documentação alertando sobre o risco, não foi um acidente, foi uma negligência. Alguém correu um risco calculadamente elevado, só não temos centenas de vítimas, além de todo a perca irreparável do acervo, porque o fogo iniciou depois do expediente, se fosse um dia de visitação teria sido muito pior, poderiam ter pessoas presas entre os escombros.
Não é a flexibilização do uso das verbas públicas que vai solucionar isso, nem a contabilidade criativa, serão mudanças estruturais nas leis e na burocracia, na modernização do estado para que ele volte a cumprir suas funções e elimine a corrupção que corroeu as estruturas da sociedade, isso vem sendo dito e nada é feito para mudar.
O Brasil é um gigante mal gerido, isso tem que acabar.
Fernanda Blaya Figueiró
A imprensa está abordando ainda a questão do Museu Nacional, agora estão criticando a lei de responsabilidade fiscal que não permite "Orçamentos Artificiais", que na verdade é o outro nome para a corrupção, ou seja a Universidade Federal não pode inventar um orçamento, ela tem que comprovar seus gastos e isso é certo. Ficam algumas questões: o Museu Nacional pode ter sido negligenciado porque os seus recursos foram desviados? Houve uso políticos do incêndio? Se a Universidade não tem como manter o acervo porque não propõe a privatização da área? Qual a responsabilidade de cada um: Estado, Município e União com respeito a preservação do patrimônio histórico?
A burocracia é sim um problema na gestão pública brasileira, mas a corrupção também, então o que falta é 'confiabilidade' nos investimentos, basta ver que parte da população está sendo iludida de que Lula Jararaca é inocente, ele não é, usou as verbas públicas como se fossem suas, usou verbas do BNDES que seriam para a manutenção da infra estrutura e o desenvolvimento do país para fomentar negócios ilícitos como a polícia vem demonstrando e investigando.
Ninguém se importa com a Cultura porque o orçamento é baixo, logo as possibilidades de desvio são menores, já a Educação é a prima rica que mesmo tendo um orçamento muito maior apresenta resultados horríveis, pois as verbas que seriam para educar a população são desviadas com "orçamentos artificiais". Então um quilo de frango que no mercado custa R$ 6,00, na merenda da escola pública custa R$12,00, o mesmo com todo o material, logo as escolas são pintadas todos os anos para que alguém venda tinta por 2 ou 3 vezes mais do que custa e os alunos são o que menos importa. Livros são comprados, empilhados e descartados para que se vendam novos, as vezes vão fora sem nunca chegarem as mãos de um só aluno . No Museu o que acaba menos importando é o acervo, que como os alunos não serve para fachada de despesas, a fome das crianças serve, a aprendizagem não, a escola ou o museu acabam existindo para gerar dinheiro e propina, servir de cabide de emprego para CCs e cabos eleitorais. Isso precisa mudar. É preciso resgatar a importância da educação, não permitir que as escolas, as bibliotecas, os museus, os centros de cultura sejam depósitos de crianças, elas tem que ser locais de desenvolvimento humano e aprendizagem.
Outra coisa artificial que vimos nascer foi a reinvenção do ódio racial, Mandela teria lutado ao sair da cadeia para que o ódio entre raças fosse superado de ambos os lados na África do Sul, para tentar construir uma nação melhor. Aqui de um tempo para cá houve uma tentativa de criar divisões: o ódio a Classe Média, ódio aos Ricos, ódio aos Pobres, aos Favelados, aos Homossexuais, aos Heterossexuais, aos Religiosos, entre as diferentes Religiões, ódio aos Políticos, aos Apolíticos, aos Diferentes, as diferentes Raças, etc... As vezes até disfarçado de 'conscientização', como por exemplo, algo que tenho ouvido muito: a violência urbana tem como maiores vítimas jovens negros, isso é verdade? Não vai faltar algum fundamentalista que chegue a ideia de que então é preciso acabar com essa população, olhem que perigo é isso, e nem é verdade, basta ver a quantidade de crimes contra a mulher, que acontecem em todas as classes sociais, em todas as etnias, ou descendentes de pessoas de todos os continentes, pois somos todos aqui imigrantes e miscigenados, todas as idades....
Então para corrigir algumas distorções é preciso recolocar as coisas no lugar, o Museu Nacional deveria ter tido uma maior atenção, quem, quando e como foram os responsáveis direta e indiretamente pelo incêndio? Porque se havia uma documentação alertando sobre o risco, não foi um acidente, foi uma negligência. Alguém correu um risco calculadamente elevado, só não temos centenas de vítimas, além de todo a perca irreparável do acervo, porque o fogo iniciou depois do expediente, se fosse um dia de visitação teria sido muito pior, poderiam ter pessoas presas entre os escombros.
Não é a flexibilização do uso das verbas públicas que vai solucionar isso, nem a contabilidade criativa, serão mudanças estruturais nas leis e na burocracia, na modernização do estado para que ele volte a cumprir suas funções e elimine a corrupção que corroeu as estruturas da sociedade, isso vem sendo dito e nada é feito para mudar.
O Brasil é um gigante mal gerido, isso tem que acabar.
Fernanda Blaya Figueiró
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