“As crises são cíclicas.”


“As crises são cíclicas.”
Ouvi esta frase em alguma entrevista sobre o aniversário da crise nos EUA, 10 anos, teoricamente a economia lá se recuperou, para algumas pessoas e estados, para outros foi devastadora, ainda não conseguiram a recuperação. Aqui o nosso horror foi devido a corrupção que inviabilizou a economia com contratos e empresas de fachada para lavar dinheiro que sabotaram o mercado.
Algumas pessoas já estão dando a volta por cima e se recuperando, outras não conseguiram , a classe média atacada pelos políticos de esquerda sofreu mas se manteve, se adaptou, se reinventou, parou de consumir, a classe de renda mais baixa ainda sofre muito com a falta de emprego, a educação e saúde de péssima qualidade e segurança pública ineficiente. A greve dos caminhoneiros colocou um banho de água fria na recuperação, não serviu para nada, ninguém ganhou e corremos o risco de um colapso de abastecimento e financeiro. Não adianta querer tabelar os combustíveis, o frete, pois o empresário, o verdadeiro não os de fachada, não tem como absorver os custos. O que fazer? Mudar. Voltar a ter o consumo de alimentos sazonais, produzidos perto do local de consumo, eleger bons políticos que usem os recursos do Estado para melhorar a infraestrutura, para que o transporte seja parte do desenvolvimento e não da estagnação, seja fonte de renda para o caminhoneiro, o produtor, o empresário, ou seja se torne saudável.
O maior risco que corremos é o de deixar acontecer ao Brasil o que aconteceu a Venezuela, que mesmo tendo tudo para ser um grande país foi corroído pelas ideologias ultrapassadas e destruído pela ditadura de esquerda, que se fosse de direita também seria danosa. O Brasil precisa fazer um esforço para manter a democracia e encontrar saída para a crise que é cíclica, então assim como começa termina, algumas vezes é artificial, para fortalecer os países ricos, que precisam para se manter com muito dinheiro que os países pobres estejam em “crise”, assim atraem o capital especulativo para si. Um país com economia sólida pode sair desse ciclo de horrores? Acho que sim, se controlar a corrupção, punir os corruptos e corruptores e diminuir o espaço para a bandidagem. Retirar as armas ilícitas de circulação é fundamental para diminuir o poder de facções, milícias... Evitar o contrabando de drogas também pois são o fomento, a fonte de renda suja que leva a mais violência, reformular o Sistema Prisional pois além de não ser eficiente está sendo usado para fortalecer as facções, colocando parte da população a serviço do crime.
“As crises são cíclicas”, então elas terminam e aqui estamos por motivação político partidária e por interesse dos corruptos presos mantendo crises que já deveriam ter terminado. O Lulopetismo deixou um buraco de negatividade que precisa ser fechado, esse ciclo de poder tem que acabar, vão surgir novas lideranças pois estas estão viciadas, até lá cada um tem que fazer seu esforço para superar a crise, pois só teremos um lugar bom para viver se a prosperidade for de todos, se as classes sociais não se dividirem como os políticos querem e se aliarem para reverter a violência e a miséria. Quanto aos países ricos, deixem eles lá cheios de si, com seus dogmas e estatísticas.
As pessoas são diferentes, as comunidades também, a pior parte da globalização é querer impor um só tipo de “sucesso” ou de padrão estético, de pensamento ou de felicidade, isso não é verdade, cada pessoa, como cada digital é única, impor um só modelo de educação, de comportamento ou de inteligência é um erro. Somos diferentes seres de um só todo: a humanidade. Conseguir dar espaço ao sol para todos pode diminuir os conflitos e tornar a sociedade melhor, pegando um caso concreto, os caminhoneiros tinham o direito de fazer a greve, mas não o de colocar a economia em risco, eles tem o direito de querer combustível mais barato, estradas melhores, com mais segurança, mas precisam atingir isso sem colocar a sua atividade e das empresas em risco, pois acabaram gerando estagnação e recessão. A crise da greve se aprofundou e gerou mais crise, mais miséria, alguns caminhoneiros não terão como pagar seus caminhões, logo perderão sua fonte de renda, é a crise gerando mais crise, o empresário é o consumidor do frete, a negociação entre eles pode ser muito mais eficiente do que a tentativa do Estado de tabelar o frete ou o combustível. A Petrobras, que foi fonte de enriquecimento ilícito de muitos corruptos está na base da inviabilização do setor de transporte, do desemprego, da estagnação, como é praticamente um monopólio tem na mão a economia, ela vive provavelmente de juros sobre juros e já não precisa do consumidor, virou uma fonte de miséria e de corrupção, quando deveria impulsionar a economia e trazer progresso, desenvolvimento, geração de bem estar social para todos e não para meia dúzia de corruptos, entre eles Lula e Dilma, além de uma enorme lista que já cansamos de citar. A crise do Petrolão tem que terminar e se a empresa for novamente aparelhada tem que ser imediatamente liberada dos carrapatos corruptos.
O Brasil está vencendo a crise, acredite nisso que acontece, pois ao olhar para seu país com orgulho você ajuda a encontrar o caminho da recuperação financeira, social, civilizatória.
A eleição é parte disso, só, quem for eleito terá que obedecer a lei porque o pais voltou a funcionar bem e a crise será vencida, se for corrupto será destituído.
Já quem é viciado na crise vai ficar nela, se vive bem assim tem também seus direitos e suas formas de viver, pois cada um vive a vida como pode e quer. Eu, por exemplo, escrevo por escrever, sei que minha escrita de alguma forma faz parte do mundo, transforma, mas gosto de ser livre para se quiser amanhã desconstruir essa ideia e construir de outra forma. Sou livre do mercado, não da responsabilidade sobre a minha palavra, sou agente da minha transformação e da sociedade em que vivo, mas gosto de andar livre, não aceito os rótulos que me postulam, eles são do outro, não meus. O Brasil precisa acreditar em si e não aceitar os rótulos que lhe impõem os outros países e organismos internacionais... Os índices e pesquisas dos países ricos não nos servem, só nos atrapalham, precisamos de novos paradigmas, inclusive colocar a política em seu lugar, é parte da sociedade não é dona dela, essa apropriação dos políticos do que é de todos tem que terminar, é também um ciclo. Estamos num novo ciclo de desenvolvimento mundial e entender ele será fundamental, achar o nosso valor no mundo e encontrar as nossas próprias soluções.
Fernanda Blaya Figueiró

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