Sobre o filme, “O Caderno de Sara”.
Ontem assisti ao impressionante e violento filme o Caderno de Sara, um mergulho no terror das guerras entre guerrilhas e da miséria no Congo, e o mais impressionante foi a similaridade com o que se houve falar que é a vida em algumas comunidades brasileiras, onde as armas nas mãos da bandidagem oprimem e assustam. Claro que no Congo do filme é tudo muito pior, comunidades isoladas sendo atacadas para seqüestrar crianças, assassinatos e estupros de famílias inteiras, a favelização de quase todas as localidades, a presença da ONU e do exército nacional, sem conseguir mudar a realidade, ou conter a violência. E uma busca individual de uma européia por sua irmã ‘desaparecida’, as inúmeras vidas perdidas parecem sem a menor importância perto da relação das duas irmãs, que conseguem sair vivas de um terrível conflito, a decisão de Sara de ficar na região de conflito é significativa, prefere morrer em combate ao lado das pessoas que a seqüestraram do que voltar para sua vida na Espanha, lembrando a atitude de muitas meninas retiradas das famílias pelo Boko Haram, que acabam optando por permanecer na violenta facção do que retornar as suas famílias. Mas, o principal alerta que o filme faz é sobre o que uma guerrilha é capaz de fazer a um país, claro que o período de colonialismo está na base da miserabilidade das comunidades,mas o volume enorme de armas, o dinheiro vindo lá da mineração, aqui das drogas, contrabando, prostituição infantil, escravidão moderna, brutalização e doutrinação dos adolescentes são o que sustenta os grupos radicais e fomenta a violência.
O Brasil está num período eleitoral, onde os rumos do país serão decididos e fortalecer a democracia tem que ser o objetivo maior dessas eleições, porque estaremos perto de um colapso se o crescimento econômico não retornar. A Lava Jato está quebrando a espinha dorsal da corrupção, ao investigar profundamente as causas que levaram a ela, é preciso agora construir novas formas de relação entre o público e o privado para que nossa sociedade reverta os danos de anos de uso indevido dos recursos financeiros do Estado. É possível crescer e direcionar corretamente a energia gerada por impostos? Sim. E isso vai acontecer, porque a corrupção está sendo fortemente combatida. Imagino que as cenas violentas e fortes do filme, no passado perdido do Congo, são quase as relatadas aqui quando pessoas são arrancadas de suas casas e assassinadas no meio da rua, bancos são assaltados e a comunidade feita de refém, pessoas são arrancadas de seus carros por bandidos armados ou são mortas por um celular ou ainda por R$ 5,00, para comprar drogas. Legiões de maltrapilhos invadem as ruas vivendo em cracolândias violentas e ninguém pode fazer nada porque o discurso é de que são livres para viver nas ruas, será mesmo que são livres ou são escravos do mundo das drogas? São seres livres ou são mulas do tráfico sustentando os luxuosos traficantes e políticos corruptos? Aqui estamos sabendo de tanta violência em todas as ‘classes sociais, os grupos, as notícias são fragmentadas, assim como os dados: Morrem tantas mulheres. Morrem tantos policiais. Morrem tantos no trânsito. Morrem tantos jovens “negros”. Morrem tantos jovens “brancos”. Morrem tatos políticos. Morrem tantos traficantes.Morrem tantos Drogados. Morrem tantos indigentes. Que na verdade não sabemos quantos seres humanos morrem devido a violência, ou se proporcionalmente esses números são realmente maiores ou se dançam conforme a necessidade de quem pesquisa, morrem mais mulheres ou mais jovens. por exemplo, a gente não sabe, ou porque alguns casos são martelados exaustivamente e outros não. Quanto mais imagens do horror são veiculadas isso incentiva ou desestimula novos casos de violência, pode essa espetacularização da violência banalizar e normalizar as ações. A quantidade de ‘filmes’ e games em que os bandidos são tratados como ‘malandros’ que se dão bem podem estar modificando os valores das pessoas?
“Nós todos somos animais” esta é a grande frase do filme, algo que costumamos esquecer, mas animais cuidam uns dos outros, só são violentos em casos extremos. Será que a nossa sociedade atual está regredindo e quer ver o sangue rolando com o ser humano sendo estraçalhado por leões, isso é espetáculo? Que tipo de seres nos tornamos? O que é ser livre no século XXI, onde foi parar a bondade? Como corrigir os rumos para que aqui não se chegue a uma ruptura, ou guerra civil, como no Congo do filme? Ou a Venezuela de Maduro, um país destruído em poucos anos.
As chacinas no RS são um retrocesso terrível na civilidade, sei que as forças de segurança estão agindo, investigando e coibindo a violência, principalmente combatendo o comercio de drogas e outras ações ilícitas como roubo de carros, assalto a bancos, tráfico de seres humanos ou produtos, venda de produtos roubados, mas este assunto tem que ser parte do debate entre os candidatos ao legislativo e ao executivo, como reverter essa situação toda para que nosso Estado, que já está empobrecido pela dívida impagável com a União, possa voltar a crescer e evitar que a situação piore como no Rio de Janeiro, ou no Congo do filme? Assim como tem que ser abordado pelos candidatos a Presidência da República, como cada um entende que podemos reverter essa violência toda e evitar uma deterioração ainda maior das comunidades. O que pensam os candidatos sobre as cracolândias, o poder paralelo de facções e organizações criminosas, a deterioração dos Sistemas de Saúde e Educação, a chegada de imigrantes e refugiados em massa da Venezuela, dos países Africanos ou do Oriente Médio, a migração voluntária de inúmeros brasileiros com boa formação universitária em busca de bons empregos?
O Brasil está sim numa situação muito difícil, mas tem lugares muito piores, então temos que corrigir as coisas aqui para criar um futuro melhor e não pior. Algum candidato é a favor da revolta popular? Algum e contra a democracia? O povo certamente tem o direito de saber para escolher bem, sem marqueteiros corruptos que encheram os bolsos de dinheiro sujo mentindo descaradamente sobre a situação do país ou as intenções de seus patrões. E principalmente os candidatos estão conscientes de seus direitos e deveres constitucionais, ou acham que o voto é uma carta em branco para fazer o que quiserem sem punição?
Fernanda Blaya Figueiró
O Brasil está num período eleitoral, onde os rumos do país serão decididos e fortalecer a democracia tem que ser o objetivo maior dessas eleições, porque estaremos perto de um colapso se o crescimento econômico não retornar. A Lava Jato está quebrando a espinha dorsal da corrupção, ao investigar profundamente as causas que levaram a ela, é preciso agora construir novas formas de relação entre o público e o privado para que nossa sociedade reverta os danos de anos de uso indevido dos recursos financeiros do Estado. É possível crescer e direcionar corretamente a energia gerada por impostos? Sim. E isso vai acontecer, porque a corrupção está sendo fortemente combatida. Imagino que as cenas violentas e fortes do filme, no passado perdido do Congo, são quase as relatadas aqui quando pessoas são arrancadas de suas casas e assassinadas no meio da rua, bancos são assaltados e a comunidade feita de refém, pessoas são arrancadas de seus carros por bandidos armados ou são mortas por um celular ou ainda por R$ 5,00, para comprar drogas. Legiões de maltrapilhos invadem as ruas vivendo em cracolândias violentas e ninguém pode fazer nada porque o discurso é de que são livres para viver nas ruas, será mesmo que são livres ou são escravos do mundo das drogas? São seres livres ou são mulas do tráfico sustentando os luxuosos traficantes e políticos corruptos? Aqui estamos sabendo de tanta violência em todas as ‘classes sociais, os grupos, as notícias são fragmentadas, assim como os dados: Morrem tantas mulheres. Morrem tantos policiais. Morrem tantos no trânsito. Morrem tantos jovens “negros”. Morrem tantos jovens “brancos”. Morrem tatos políticos. Morrem tantos traficantes.Morrem tantos Drogados. Morrem tantos indigentes. Que na verdade não sabemos quantos seres humanos morrem devido a violência, ou se proporcionalmente esses números são realmente maiores ou se dançam conforme a necessidade de quem pesquisa, morrem mais mulheres ou mais jovens. por exemplo, a gente não sabe, ou porque alguns casos são martelados exaustivamente e outros não. Quanto mais imagens do horror são veiculadas isso incentiva ou desestimula novos casos de violência, pode essa espetacularização da violência banalizar e normalizar as ações. A quantidade de ‘filmes’ e games em que os bandidos são tratados como ‘malandros’ que se dão bem podem estar modificando os valores das pessoas?
“Nós todos somos animais” esta é a grande frase do filme, algo que costumamos esquecer, mas animais cuidam uns dos outros, só são violentos em casos extremos. Será que a nossa sociedade atual está regredindo e quer ver o sangue rolando com o ser humano sendo estraçalhado por leões, isso é espetáculo? Que tipo de seres nos tornamos? O que é ser livre no século XXI, onde foi parar a bondade? Como corrigir os rumos para que aqui não se chegue a uma ruptura, ou guerra civil, como no Congo do filme? Ou a Venezuela de Maduro, um país destruído em poucos anos.
As chacinas no RS são um retrocesso terrível na civilidade, sei que as forças de segurança estão agindo, investigando e coibindo a violência, principalmente combatendo o comercio de drogas e outras ações ilícitas como roubo de carros, assalto a bancos, tráfico de seres humanos ou produtos, venda de produtos roubados, mas este assunto tem que ser parte do debate entre os candidatos ao legislativo e ao executivo, como reverter essa situação toda para que nosso Estado, que já está empobrecido pela dívida impagável com a União, possa voltar a crescer e evitar que a situação piore como no Rio de Janeiro, ou no Congo do filme? Assim como tem que ser abordado pelos candidatos a Presidência da República, como cada um entende que podemos reverter essa violência toda e evitar uma deterioração ainda maior das comunidades. O que pensam os candidatos sobre as cracolândias, o poder paralelo de facções e organizações criminosas, a deterioração dos Sistemas de Saúde e Educação, a chegada de imigrantes e refugiados em massa da Venezuela, dos países Africanos ou do Oriente Médio, a migração voluntária de inúmeros brasileiros com boa formação universitária em busca de bons empregos?
O Brasil está sim numa situação muito difícil, mas tem lugares muito piores, então temos que corrigir as coisas aqui para criar um futuro melhor e não pior. Algum candidato é a favor da revolta popular? Algum e contra a democracia? O povo certamente tem o direito de saber para escolher bem, sem marqueteiros corruptos que encheram os bolsos de dinheiro sujo mentindo descaradamente sobre a situação do país ou as intenções de seus patrões. E principalmente os candidatos estão conscientes de seus direitos e deveres constitucionais, ou acham que o voto é uma carta em branco para fazer o que quiserem sem punição?
Fernanda Blaya Figueiró
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